OGoverno do Estado, por meio da Secretaria Executiva de Segurança Alimentar e Economia Solidária (Sesaes)/Secretaria de Desenvolvimento Humano (Sedh), realizou esta semana a compra e entrega de 113 toneladas de alimentos do Programa de Aquisição de Alimentos modalidade Compra com Doação Simultânea (PAA-CDS) em 14 municípios paraibanos para beneficiar famílias em situação de insegurança alimentar e nutricional.
Durante toda semana, as compras e entregas dos alimentos foram realizadas nos municípios de Patos, Mari, São João do Rio do Peixe, Barra de Santa Rosa, Conde, Tacima, Mamanguape, Dona Inês, Cubati, Poço José de Moura, Nazarezinho e Queimadas. Os produtos são comprados dos próprios agricultores familiares da região, numa ação do Governo do Estado em parceria com as prefeituras, a exemplo da cidade de Patos, onde foram entregues 10 toneladas de alimentos – macaxeira, limão, polpa de frutas e inhame.
Essa ação, que totaliza recursos de R$ 9,1 milhões, faz parte da proposta aprovada do Governo da Paraíba, desenvolvida com base na Portaria n° 393, de 5 de junho de 2020, do Governo Federal, e fundamentada por indicadores contidos no Mapa de Insegurança Alimentar e Nutricional do Estado, assim como nos índices de desenvolvimento humano dos munícipios. Ao todo, são contemplados 184 municípios, distribuídos nas 14 regiões da Paraíba; cerca de 1600 agricultores fornecedores comercializando seus produtos e mais de 200 unidades recebedoras responsáveis por distribuir esses alimentos às famílias em situação de insegurança alimentar e nutricional.
“Essa é mais uma ação importante promovida pelo Governo da Paraíba, através da Sedh e Sesaes, dando sequência e agilidade à execução do PAA, um programa que tem um alcance muito grande e o objetivo de fazer com que alimentos saudáveis da agricultura familiar cheguem à mesa de pessoas que mais precisam. Enfatizo também que essa aquisição é feita com os agricultores familiares, então, além de levar comida de qualidade, a gente consegue atender os pequenos produtores injetando recursos nessa cadeia produtiva, fortalecendo o segmento da agricultura familiar no estado”, disse o secretário do Desenvolvimento Humano, Tibério Limeira.
Marcelo Melo, gerente executivo das Casas de Economia Solidária, comentou que esta é ação fundamental para os agricultores. “A execução do PAA nos municípios vem para fomentar a agricultura familiar como também alimentar essas inúmeras famílias que estão necessitadas. É gratificante para nós que estamos executando e para os agricultores que estão escoando a produção deles e gerando renda”, disse.
O PAA tem o objetivo de promover o acesso à alimentação em quantidade, qualidade e regularidade necessária às pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional; assim como valorizar e fortalecer a agricultura familiar, a produção sustentável e a geração de renda.
Na quinta-feira (1º), o Brasil atingiu a marca de 1 milhão de pessoas vacinadas contra covid-19 em um único dia, patamar que é possível de ser mantido, segundo especialistas, pela expertise que o SUS tem em programas de imunização.
Reserva de vacinas
O presidente do Fórum de Governadores, Wellington Dias (PT-PI), atribuiu a discrepância ao fato de muitos estados e municípios estarem reservando a segunda dose, além de haver estoques de segurança.
A decisão dos governadores de estocar doses contraria autorização do Ministério da Saúde para que todo o quantitativo disponível seja usado.
A ex-coordenadora do PNI esclarece que não houve uma liberação para usar todo o estoque.
“Agora, que estão chegando doses a toda semana, o que o ministério disse é que não precisa mais guardar aqueles 50% da segunda dose, mas não pode usar todas as que chegarem [para primeira aplicação], porque vai ter gente que vai tomar a segunda dose naquela semana. A impressão que está dando é que o ministério abriu mão de usar a segunda dose, isto não é correto. Sempre tem que observar o número de pessoas que vão chegar na semana para tomar a segunda dose”,
O ministério entende que já há um horizonte de segurança em relação às próximas entregas, mais por parte do Instituto Butantan do que da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).
Demora para contabilizar
A médica Mônica Levi, presidente da Comissão de Revisão de Calendários Vacinais da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações), explica que pode estar havendo atraso no registro de pessoas vacinadas pela especificidade de cada local.
“Tem municípios que são altamente informatizados, na hora que aplica passa um código de barras e já entra automaticamente no sistema. Tem outros que fazem isso depois, pega um dia ou dois e alguém vai passando para o sistema. Mas tem registros que são manuais, não tem nem internet.”
Desta forma, pode haver mais pessoas vacinadas na prática do que os painéis do governo e estados estão exibindo.
Perdas de doses
A representante da SBIm também pontua outra causa que pode estar relacionada à diferença entre doses distribuídas e aplicadas: as perdas.
Mônica acrescenta que em torno de 5% do total de vacinas distribuídas são perdidos, seja por extravio, problemas no transporte, armazenamento ou até mesmo na hora de extrair do frasco, que é multidose.
Números desencontrados
A própria plataforma LocalizaSUS, do Ministério da Saúde, apresenta números diferentes dos que foram informados pela pasta em comunicado à imprensa ontem.
Segundo a nota, foram enviados 43 milhões de doses às unidades da federação, das quais “mais de 18,5 milhões já foram aplicadas”. A plataforma aponta, no entanto, 41,1 milhões de doses distribuídas e 20,4 milhões de doses aplicadas.
Um número ainda mais divergente foi mostrado por Wellington Dias na quinta-feira. Segundo ele, chegaram aos estados 34 milhões de vacinas, sendo que 16,9 milhões foram aplicadas na primeira dose e 5,2 milhões, na segunda, o que indica em torno de 11,7 milhões de pessoas.
*Com informações da agência Reuters