No 60º dia da leitura do requerimento de instalação da CPI da Covid no Senado e com o país alcançando 484.350 óbitos em função do vírus, o presidente Jair Bolsonaro desembarcou nesta manhã de sábado (12.jun.2021) em São Paulo para uma “motociata” com seus apoiadores.

Perto de alcançar 40 milhões de seguidores em seus perfis oficiais no Facebook, Twitter, Instagram e Youtube –hoje são 39,5 milhões–, o atual fluxo de informação digital sobre o presidente começa a relembrar os dias da campanha de 2018.

Desde 13 de abril de 2021, quando o Senado aceitou instalar a CPI, Bolsonaro só fez crescer a sua audiência digital.

Ganhou 226 mil novos seguidores e os seus posts alcançaram 92 milhões de interações (que é quando algum outro perfil nas redes sociais faz um comentário, promove uma curtida, compartilha o conteúdo ou mesmo faz um RT da informação).

No período anterior à instalação da CPI, os 101 dias entre 01 de janeiro e 12 de abril, a média de interações por post de Bolsonaro era de 1 milhão por dia. Hoje está 1,6 milhão, variação de 60%.

No campo da oposição, o senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI, adicionou 46 mil novos seguidores aos seus perfis nas redes socais e alcançou 384 mil interações em seus posts.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o nome da oposição com maior chance diante de Bolsonaro em 2022, ganhou 361 mil seguidores e registrou 22 milhões de interações junto aos seus 9,8 milhões de seguidores.

Na comparação com Bolsonaro, Lula conseguiu a média de 226 mil interações por dia até 12 de abril e passou para 367 mil depois do início da CPI. A variação foi de 62% –mas o petista tem uma base muito menor de seguidores.

Percentualmente, os 2 estão bem próximos na capacidade de envolver os seus seguidores com o conteúdo publicado. O problema para Lula são os valores absolutos.

Há mais gente na internet sendo impactada com as mensagens bolsonaristas do que aquelas da oposição, considerando os 2 adversários como polos irradiadores de informação para seus militantes.