O secretário de Estado da Saúde, Geraldo Medeiros, disse que a alta de casos de Covid-19 e a variante Alpha, do Reino Unido, identificada na Paraíba, exigem “muita cautela para que o mês de julho não seja pior que o mês de março e pior que o mês de maio.” Em entrevista ao programa Arapuan Verdade, nesta quarta-feira (16), ele evitou, mais uma vez, adiantar medidas do novo decreto contra a pandemia do coronavírus, mas disse que essas questões seriam consideradas para “não errarmos nas medidas de restrição”.

Geraldo Medeiros enfatizou que neste ano as festas juninas devem ser adiadas. “Nós não podemos pensar em festas, nesse momento. Vamos deixar para brincar o São João e o São Pedro no próximo ano.”

“Nós não podemos antecipar qualquer medida que poderia ser adotada a partir do dia 18( no novo decreto). Mas, diante desse quadro que nos deparamos nesse momento e também com o surgimento dessa variante Alpha no estado da Paraíba pela primeira vez, temos que ter muita cautela para que o mês de julho não seja pior que o mês de março e pior que o mês de maio. Por isso acreditamos que esses próximos dois dias serão de análise minuciosa no sentido de não errarmos nas medidas de restrição”, declarou o secretário de Saúde, conforme apurou o ClickPB.

Ainda segundo o médico, “todos os indicadores epidemiológicos que permitam ações no novo decreto que possibilitem um cenário melhor na Paraíba. Temos uma média de 2.019 casos a média móvel dos últimos 14 dias e uma média de 35 óbitos por dia. É um momento crucial da pandemia no estado. Temos o surgimento da linhagem Alpha, do Reino Unido, que promove uma maior transmissibilidade. Então todos esses elementos serão analisados e a palavra final é do governador, juntamente com todo o secretariado, através de todas essas análises no sentido de propiciar um cenário melhor para o estado.”

Ele lembrou que o índice de transmissão do coronavírus na Paraíba permanece acima de 1, ou seja, com alta de casos de Covid-19, e que isso se deve ao “relaxamento da população, principalmente nos municípios menores, com 80% da população sem usar máscara.”