Em entrevista coletiva logo após ter abandonado a CPI da Covid no Senado, o ex-governador Wilson Witzel afirmou que vai insistir em uma sessão secreta com os membros titulares do colegiado para apresentar provas de que seu impeachment foi “patrocinado” financeira e politicamente.

“Pedi à CPI uma sessão sob segredo de Justiça para que a gente possa aprofundar os fatos que envolvem e aqueles que estão por trás do meu impeachment. Quem patrocionou meu impeachment financeiramente, quem patrocionou politicamente de forma ilícita, só a CPI independente, senadores, é que podem investigar. Aguardo mais um convite”, disse.
Witzel afirmou que os deputados que compuseram o tribunal que determinou a cassação de seu mandato foram escolhidos previamente e essas questões fizeram parte de um roteiro para atingir os governadores do país e interfiram no combate à pandemia. Os fatos, alega, não podem ser revelados em uma sessão aberta, pois comprometeriam as investigações.

“A minha cassação interferiu no combate à pandemia, principalmente porque eu fui o primeiro governador a tomar medidas rigorosas no combate à pandemia e a narrativa do governo federal sempre foi o negacionismo. O resultado disso são mais de 431 mil mortes.”

Para ele, os governadores que não estão alinhados com o governo federal sofrem perseguição e, em seu caso particular, começou com o caso Marielle.

R7