O médico cardiologista Marcelo Queiroga, indicado para ser o novo ministro da Saúde, e o atual ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, falam à imprensa no Ministério da Saúde.

O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, senador Renan Calheiros (MDB-AL), disse que o ministro da Saúde, o paraibano Marcelo Queiroga, passará da categoria de testemunha para a de investigado pela comissão.

Calheiros anunciou nesta sexta-feira (11) durante uma sessão da CPI da Covid que a comissão iria “evoluir” de fase e mudar a condição de testemunhas para a de investigados de algumas pessoas que já prestaram depoimento. Queiroga prestou depoimento à comissão nos dias 6 de maio e 8 de junho.

“Vai ser transformado em investigado”, disse o o relator da CPI ao blog. O motivo, segundo o senador, é que “ainda em abril ele ligou para o Tedros Adhanom [diretor-geral da Organização Mundial da Saúde] e ofereceu cloroquina e tratamento precoce”.

Além do ministro da Saúde, outros quatro nomes vão sair da categoria de testemunhas para a de investigados. São eles: os ex-ministros Eduardo Pazuello (Saúde) e Ernesto Araújo (Relações Exteriores), o ex-secretário de Comunicação Social Fábio Wajngarten e a secretária de Gestão do Trabalho da Saúde, Mayra Pinheiro.

A lista dos investigados deve ser divulgada nesta sexta-feira (18) pelo relator. Ele chegou a falar que a relação pode incluir até dez nomes. Com a passagem para a condição de investigado, a autoridade fica sujeita a operações mais aprofundadas de quebra de sigilos e até de busca e apreensão pela CPI.

Nesta sexta-feira (18), em sessão deliberativa, a comissão também vai aprovar uma diligência para ouvir de forma sigilosa o ex-governador Wilson Witzel e a quebra de sigilos bancário e fiscal de organizações sociais da saúde, apontadas por Witzel como envolvidas em irregularidades em hospitais federais no Rio.

G1