Em Goiânia uma advogada da capital sofreu o golpe do PIX , na tarde de quinta-feira (19/8), Sarah Jaira Alves Pinto, de 36 anos,  transferiu R $ 6,980 para um estelionatário que clonou o número do telefone da irmã dela e pedido dinheiro emprestado para comprar um celular , ao se passar pela familiar da vítima, em conversa no WhatsApp. A Justiça de Goiás decretou o bloqueio do valor na conta do suspeito para reparar o prejuízo.

A advogada enviou a quantia na quantia para a conta bancária em nome de Audair Soares dos Santos Araújo. Ela registrou ocorrência na delegacia e ingresso com ação judicial imediatamente depois de saber da clonagem do número do celular da irmã, que também disse não ter pedido para realizar qualquer transferência de dinheiro.

“Apenas tomei conhecimento de que se tratava de um golpe. minha irmã entrou em contato por telefone, avisando que o WhatsApp dela havia sido clonado”, disse a advogada, no registro de ocorrência.

 

Poucos minutos antes, a vítima já havia entrado em contato com a agência bancária onde tem conta, mas sua gerente afirmou que não poderia ajudá-la, orientando-a a buscar asautoridades competentes para resolver a situação.

 

 

Conversas

A advogada apresentou à Justiça imagens das conversas no WhatsApp em que o estelionatário, passando-se pela irmã dela, disse ter ocorrido um problema com o celular, motivo pelo qual estaria com um aparelho provisório, e, em seguida, pergunta como ela estava.

Sarah, então, respondeu que estava bem, mas preocupada. Disse, ainda, que não se conforma com a perda de uma tia. A todo o momento, o estelionatário agia com suposta empatia e digitou palavras e expressões que demonstrassem conforto, como “amém” e “Deus sabe o que faz”.

Em seguida, de acordo com as imagens, o estelionatário pediu um favor, e disse que precisava de dinheiro emprestado até o dia seguinte. A advogada não esboçou qualquer suspeita e falou à polícia que tem costume de fazer transações com a irmã.

O estelionatário é investigado pela Polícia Civil de Goiás , que também deve apurar se os dados informados na conta bancária são, de fato, do titular real dela e indiciar o criminoso no âmbito penal.