Para evitar, neste momento, mais impopularidade, e sem ter definido se vai para um partido com uma boa fatia de recursos do fundo eleitoral, o presidente Jair Bolsonaro vetou, nesta sexta-feira (21), os R$ 5,7 bilhões que poderiam ser destinados para as eleições de 2022.

Partidos com mais representatividade recebem mais. A preço de hoje: PSL, PT, MDB, PSD, PP, PSDB.

Mas, boa parte do Congresso, que foca nas eleições do ano que vem, pode derrubar o veto e manter o valor. Ir de encontro à opinião pública não é um problema para senadores e deputados federais, quando querem passar uma proposta de interesse próprio.

Por outro lado, a expectativa é que o presidente envie ao Congresso um projeto com valor da eleição passada corrigido pela inflação. Caso se concretize, não deve passar dos R$ 2,5 bilhões.

Certeza, mesmo, é que haverá muita negociação ainda. O presidente não está em condições de ir para o “confronto” com os parlamentares que defendem um fundo turbinado para garantir uma eleição mais rica em 2022, a maioria do Centrão, grupo que está dentro do governo.

Além do fundo eleitoral, o presidente Jair Bolsonaro também vetou as chamadas emendas do relator, que foram atacadas neste ano em razão da pouca transparência sobre o destino dos recursos e os parlamentares que patrocinavam as emendas. Bolsonaro, entretanto, já vetou o mesmo ponto da lei em 2020 e 2021, mas o Congresso Nacional derrubou o veto, segundo O Globo.

Com capacidade de projetar obstáculos, o Congresso já deve ter uma solução intermediária. Com certeza, essa proposta inflada, com possível veto, não surgiu do nada e uma nova solução deve chegar com benefício parlamentar garantido.

 

Do Conversa Política