BRASÍLIA – O Palácio do Planalto aposta que a resistência do presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ), Davi Alcolumbre (DEM-AP) em dar andamento à indicação do ex-advogado-geral da União André Mendonça ao Supremo Tribunal Federal (STF) está perto do fim. A avaliação de auxiliares de Jair Bolsonaro é que o senador não tem mais justificativa para não pautar a sabatina e começa a ser pressionado não apenas por aliados do governo, como também por integrantes da Corte que está com um membro a menos desde a aposentadoria do ministro Marco Aurélio de Mello, no início de julho.

No governo, o sentimento é que, superada a barreira que vem criada por Alcolumbre , Mendonça será aprovado tanto pela CCJ quanto em plenário. Nas contas do Planalto, o ex-chefe da Advocacia-Geral da União conseguiu aumentar o número de votos, apesar da crise entre os Poderes. A tensão foi intensificada na sexta-feira com o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF, apresentado pelo presidente Bolsonaro ao Senado.

A cúpula do governo tem criticado a resistência de Alcolumbre com o argumento de que ele ainda não se desapegou do cargo de presidente do Senado. O senador sonhava em ser reconduzido ao posto, mas foi impedido por uma decisão do STF.

O nome preferido de Alcolumbre para a Corte era o procurador-geral da República, Augusto Aras, que está sendo sabatinado nesta terça-feira na CCJ para ser reconduzido ao cargo. Ex-presidente do Senado, Alcolumbre ainda prefere o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Humberto Martins, a Mendonça.

Aglomeração durante passeio de moto promovido por Bolsonaro e com participação do ex-ministro Pazuello Foto: Clauber Cleber Caetano / PR
Aglomeração durante passeio de moto promovido por Bolsonaro e com participação do ex-ministro Pazuello Foto: Clauber Cleber Caetano / PR
Bolsonaro durante a inauguração de uma usina termoelétrica em Aracaju (SE), em agosto de 2020 Foto: Alan Santos / PR
Bolsonaro durante a inauguração de uma usina termoelétrica em Aracaju (SE), em agosto de 2020 Foto: Alan Santos / PR
Bolsonaro visita o município de Sena Madureira, no Acre, em fevereiro de 2021 Foto: Alan Santos / PR
Bolsonaro visita o município de Sena Madureira, no Acre, em fevereiro de 2021 Foto: Alan Santos / PR
Bolsonaro segura um cachorro em meio a uma aglomeração em Sinop (MT) Foto: Alan Santos / PR
Bolsonaro segura um cachorro em meio a uma aglomeração em Sinop (MT) Foto: Alan Santos / PR
Bolsonaro no Povoado Alecrim, município de Girau do Ponciano, em Alagoas Foto: Alan Santos / Alan Santos / PR
Bolsonaro no Povoado Alecrim, município de Girau do Ponciano, em Alagoas Foto: Alan Santos / Alan Santos / PR
Bolsonaro venha pastel em Sorriso (MT) Foto: Alan Santos / Alan Santos / PR
Bolsonaro venha pastel em Sorriso (MT) Foto: Alan Santos / Alan Santos / PR
Bolsonaro durante a viagem à Maceió (AL) em maio de 2020 Foto: Alan Santos / Alan Santos / PR
Bolsonaro durante a viagem à Maceió (AL) em maio de 2020 Foto: Alan Santos / Alan Santos / PR
Presidente Bolsonaro durante visita ao Hospital de Campanha de Águas Lindas de Goiás Foto: Marcos Corrêa / PR
Presidente Bolsonaro durante visita ao Hospital de Campanha de Águas Lindas de Goiás Foto: Marcos Corrêa / PR
Aglomeração em São José da Tapera, Alagoas Foto: Alan Santos / Alan Santos / PR
Aglomeração em São José da Tapera, Alagoas Foto: Alan Santos / Alan Santos / PR
Presidente Jair Bolsonaro participa de aglomeração em Barra dos Coqueiros, Sergipe Foto: Alan Santos / Alan Santos / Presidência da República
Presidente Jair Bolsonaro participa de aglomeração em Barra dos Coqueiros, Sergipe Foto: Alan Santos / Alan Santos / Presidência da República

Nesta terça-feira, em entrevista na Rádio Farol, de Alagoas, Bolsonaro disse que as pressões naturais, mas não abre mão da indicação. Mendonça foi o escolhido para a Corte por, além de ter caracterizada lealdade ao presidente, se encaixa no perfil “terrivelmente evangélico”, prometido por Bolsonaro.

– É natural as pressões, porque senadores querem indicar nomes também. Só que essa prerrogativa eu ​​não abro mão. E acredito que a maioria dos senadores brevemente venha aprovar o nome do André Mendonça lá no Senado e ele pode, então, ocupar uma cadeira que está vaga no momento lá no Supremo Tribunal Federal, para o bem de todo o Brasil – disse Bolsonaro.

Após a sabatina de Aras na CCJ nesta terça-feira, os governistas devem se intensificar como informações para que Alcolumbre dê andamento à indicação de Mendonça. O argumento é que com o fim da tramitação, a pauta do colegiado livre para a apreciação do processo do ex-advogado-geral da União. Lideranças evangélicas também prometem aumentar a pressão nos próximos dias.