As apreensões feitas pela Polícia Federal nesta quarta-feira, na Operação Kryptos, dão a dimensão do esquema de pirâmide financeira investigado no Rio de Janeiro. De acordo com a corporação, o alvo era uma organização criminosa responsável por fraudes bilionárias envolvendo criptomoedas. Os agentes recolheram 21 carros de luxo, 591 bitcoins – equivalente a R$ 147 milhões na cotação atual – e R$ 13,8 milhões em espécie na casa dos suspeitos.

A operação também resultou na prisão de cinco pessoas: três no estado do Rio de Janeiro e dois em São Paulo, sendo que um deles estava no Aeroporto de Guarulhos com 25 mil dólares. Este último também vai responder por evasão de divisas.

Apontado como líder da quadrilha, o empresário Glaidson Acácio dos Santos, dono da GAS Consultoria Bitcoin, foi preso ontem. Na casa dele, agentes retiraram malas de dinheiro vivo e precisaram recorrer a uma empresa de valores para contabilizar a quantia.

A contabilização levou o dia inteiro e terminou no começo da noite de ontem. Segundo a PF, foram apreendidos R$ 13.825.091,00. Também foram recolhidas 100 libras esterlinas, além de valores em euro que não foram contabilizados.

Agentes que estiveram na operação dentro da casa de Glaidson, em condomínio na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, dizem que nunca viram tanto dinheiro numa operação, nem mesmo na Lava-Jato.

Os policiais também apreenderam carteiras físicas para criptomoedas. Elas são como pendrives nos quais ficam salvos os criptoativos. Nesse formato, a PF encontrou 591 bitcoins. De acordo com o CoinMarketCap, um bitcoin ontem valia cerca de R$ 255 mil.

 

IG