Ainda que o governo federal se recuse a falar em racionamento, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) reconheceu, nesta quinta-feira, 26, em transmissão ao vivo nas redes sociais, a gravidade da crise hídrica e pediu à população que reduza o consumo de energia elétrica.

“Em grande parte das represas, estamos em 10%, 15% (da capacidade). Estamos no limite do limite ”, chefe o chefe do Executivo. “Vamos fazer um apelo para você que está em casa. Apague um ponto de luz ”, acrescentou. Segundo Bolsonaro, algumas represas do País vão deixar de existir se a crise não der trégua.

O secretário de energia elétrica do Ministério de Minas e Energia (MME), Christiano Vieira, pediu ontem à sociedade “esforço na economia de energia” e disse que o governo induz uma premiação pela redução no consumo. Ainda assim, o chefe da pasta, Bento Albuquerque, disse não entendre como medidas como um racionamento.

Durante a live, Bolsonaro ainda cogitou tentar o aumento da conta de luz dos brasileiros. “Quando a gente decreta bandeira vermelha, não é maldade, é para pagar outras fontes de energia, no caso termelétricas”, disse o presidente. As termelétricas são abastecidas com combustíveis fósseis, como óleo diesel, e tornam-se a produção de energia mais cara e poluente.

Além disso, como o chefe do Executivo adotou a energia a mesma retórica com o aumento dos preços  e do botijão de gás – tentou dividir o ônus com governadores e pediu aos líderes estaduais a redução do ICMS sobre a bandeira vermelha.

Ontem, o ministro da Economia, Paulo Guedes, questionou qual seria o problema de a energia, componente de peso na cesta de informação, ficar um pouco mais cara.

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