Uma mãe e seus três filhos são as vítimas confirmadas do incêndio que atingiu uma fábrica de químicos em Barueri , na Região Metropolitana de São Paulo. A informação foi divulgada pela prefeitura da cidade no final da tarde de hoje.

O incêndio começou por volta das 11h28 de hoje em uma indústria química, localizada na Rua das Antilhas. Por conta do incidente, a Prefeitura cancelou aulas em pelo menos nove escolas da região. Segundo o Corpo de Bombeiros, 18 viaturas estão no local no momento. A ENEL agrupou três equipes para o local e, “como medida de segurança, desligou a rede elétrica da região”, informou a companhia ao UOL.

As matavam moravam nos fundos de um dos galpões atingidos pelas chamas, com a mulher e o marido trabalhando como zeladores do local. Um dos filhos do casal, um menino de 12 anos, estava na escola no momento do incidente, mas os outros três, de 4, 2 anos, e 11 meses, acabaram morrendo carbonizados junto à mãe.

O pai das crianças também está entre os socorridos, mas teve apenas ferimentos leves, segundo informações dos bombeiros compartilhadas pela prefeitura.

Ainda segundo a nota, oito pessoas foram socorridas com vida, duas delas mulheres levadas em estado grave ao Hospital Municipal de Barueri, com 80% dos corpos queimados.

As outras seis levadas ao Pronto-Socorro Central, apresentam quadro estável: quatro tiveram intoxicação por fumaça e duas queimaduras, mas passam bem.

O porta-voz do Corpo de Bombeiros Marcos Palumbo havia confirmado três das vítimas em entrevista ao “Brasil Urgente”, mas destacou que o bebê ainda estava desaparecido.

“Durante uma operação de rescaldo nós encontramos a localização, infelizmente, de uma mulher e duas crianças em um galpão que fica atrás, perto de um arquivo; elas foram encontradas dentro de um banheiro. As equipes ainda procuram um bebê, que segundo informações de um marido que foi socorrido pela manhã com queimaduras, tinha um bebê lá no local. ”

Segundo a administração da Araguaya Química, a empresa está prestando esclarecimentos às autoridades policiais. “Temos todas as licenças exigidas pelos órgãos competentes. Nossa empresa tem mais de 30 anos no mercado, sem nenhum incidente. Não sabemos como se iniciou o incêndio, foi tentado o combate, mas não foi possível”, informou em nota ao UOL .

Uma nova “chuva” de fuligem tomou conta de regiões de São Paulo na tarde de hoje, dias depois de um episódio semelhante durante o incêndio no Parque Estadual do Juquery. O fenômeno voltou a ser observado antes do incêndio em Barueri, gerando um alerta do Corpo de Bombeiros para a presença de fumaça tóxica nos arredores.