SÃO PAULO – O Ibovespa fechou em queda nesta quinta-feira (2) refletindo principalmente as votações ocorridas na véspera na Câmara dos Deputados e no Senado e também outros fatores de preocupação como a crise hídrica e mais um indicador econômico negativo no Brasil.
Hoje, o Ibovespa teve baixa de 2,28%, a 116.677 pontos com volume financeiro negociado de R$ 29,922 bilhões. Foi a maior queda do índice em um só pregão desde 30 de julho, quando o benchmark desabou 3,08%.
Enquanto isso, o dólar comercial registrou leve variação negativa de 0,03% a R$ 5,183 na compra e a R$ 5,183 na venda. Já o dólar futuro com vencimento em outubro tem leve variação positiva de 0,03% a R$ 5,209 no after-market.
No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 subiu três pontos-base a 6,86%, o DI para janeiro de 2023 teve alta de 10 pontos-base a 8,68%, o DI para janeiro de 2025 avançou 16 pontos-base a 9,79% e o DI para janeiro de 2027 registrou variação positiva de 18 pontos-base a 10,20%.
Na parte política, a votação mais importante foi a da reforma do Imposto de Renda, que primeiro foi aprovada com um texto que estabelecia 20% de alíquota de imposto sobre dividendos e o fim dos Juros Sobre o Capital Próprio (JCP), mas hoje um destaque foi aprovado reduzindo esse valor para 15%, algo que traz alguma preocupação sobre qual seria a contrapartida para compensar esse ajuste.
A equipe de análise da Levante Ideias de Investimento ressalta que a aprovação da reforma tributária foi um movimento patrocinado pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que buscou apoio até de partidos da oposição para retomar a pauta.
Fora isso, os analistas apontam que o texto, da maneira como passou, retira a restrição do acesso à declaração simplificada do IRPF e cria uma série de exceções para regimes de tributação, como o Simples Nacional e o lucro presumido. “As mudanças afetam diretamente a arrecadação do governo federal e ficaram sem cálculo da equipe econômica.”
InfoMoney
