A informação é do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (Sindispostos). Segundo a entidade, em hipóteses normais de demanda, os estoques dos postos duram de dois a três dias. Caso os bloqueios permaneçam por mais tempo, é possível que a falta de produtos se generalize.
Os protestos apresentados na terça-feira (7) e, nesta quarta (8), caminhões foram impedidos de seguir em diversos pontos das estradas que cortam o Estado. Apenas quem carrega produtos perecíveis, remédios ou carga viva está sendo autorizado a seguir viagem. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) afirmou que tem atuado para também liberar caminhões com combustível.
Há grandes amplas de caminhoneiros às margens da BR 101 em Viana e em Linhares. Mas, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), há manifestações em outros seis pontos do Estado em rodovias federais.
Em vias estaduais, há seis locais de protesto, segundo a Polícia Militar. Em nenhum ponto há bloqueio total da via, mas a maioria dos caminhões é impedida de seguir viagem.
Para evitar um desabastecimento generalizado de combustíveis, o Sindipostos afirmou que “conta com o bom senso dos manifestantes e com a ação do poder público para buscar uma solução”.
Em relação ao abastecimento dos supermercados, uma Associação Capixaba de Supermercados (Acaps), afirmou que as lojas têm abastecido para atender a população.
A entidade pede ainda que não haja uma corrida às compras para evitar aglomeração. “Reforçamos que não há necessidade de os consumidores realizarem compras para estocagem ou contribuírem para aglomeração nas lojas”, diz em nota.
Segundo a Acaps, já estão sendo feitos contatos com autoridades governamentais para, se necessário, adotar ações que garantem a normalidade do abastecimento das lojas nos próximos dias.
Gazeta
