Chamusca sofre questionamento interno no Náutico após resultado de uma vitória em seis jogos

Técnico não conseguiu fazer equipe retomar bom desempenho na Série B e, após derrota em casa para o Londrina, sofre pressão

O técnico Marcelo Chamusca está sob pressão no Náutico. Com apenas uma vitória em seis jogos, ele ainda não conseguiu fazer o Timbu retomar o bom momento na Série B. Pelo contrário: após a derrota em casa para o Londrina, a equipe se afastou de vez do G-4. Agora está a nove pontos. A situação na tabela e as últimas atuações aumentaram os questionamentos a respeito de seu trabalho.

O Náutico, internamente, encarava a partida contra o Londrina, segundo apurou a reportagem do ge, como fundamental para os objetivos da equipe na Série B. Era importante vencer para estancar a crise e não perder o G-4 de vista - além de que o adversário está no Z-4 e vinha de três derrotas seguidas.

Houve, por isso, um esforço por parte da diretoria para pagar uma folha salarial para o elenco (agora só há um mês de direitos de imagem em atraso).

Dentro de campo, no entanto, a equipe não correspondeu. Perdeu e, mesmo permanecendo na oitava posição, afastou-se do grupo de cima (agora está a nove pontos do CRB, o quarto colocado). Também ampliou a sequência negativa. Tem só uma vitória nos últimos 12 jogos.

Em relação a uma possível saída do treinador, as fontes consultadas pela reportagem não foram definitivas. Nesta quarta-feira, a diretoria de futebol se reunirá novamente para decidir pela continuidade (ou não) do trabalho.

A demissão de Chamusca não está descartada, mas é possível que - dada a proximidade da partida contra o Remo, já na sexta-feira - o clube decida dar a ele mais uma chance para fazer os resultados voltarem. A permanência, no entanto, está por um fio. Mesmo que o técnico fique, é quase impossível que continue após mais um eventual resultado negativo em Belém.

“Desconforto zero”

Após a partida, Chamusca admitiu que o desempenho do time não foi bom diante do Londrina e afirmou que não está desconfortável no cargo.

- Meu nível de desconforto é zero, não tenho desconforto nenhum. Fui contratado para tentar fazer o Náutico melhorar na tabela de classificação, sair de uma sequência de resultado ruim. Se o presidente, as pessoas que me contrataram entenderem que o problema sou eu, não tenho desconforto nenhum. Vou seguir meu caminho, e vida que segue. O que tenho que fazer é o que eu venho fazendo: trocando jogadores, trocando a forma do time jogar, tentando equilibrar a equipe.

Ge Globo