O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), criticou o ex-aliado Davi Alcolumbre (DEM-AP), na tarde deste domingo (10), em conversa com apoiadores, no Guarujá (SP). As críticas levam em consideração que o senador, presidente da Comissão de Constituição, Cidadania e Justiça (CCJ) da Casa, não marcou, até agora, a sabatina de André Mendonça, indicado do presidente para a vaga do Supremo Tribunal Federal (STF).

Bolsonaro pontuou que ajudou o senador nas eleições do Senado, e que depois ele pediu o seu apoio para eleger o atual presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). “Eu ajudei. Teve tudo que foi possível durante os dois anos comigo e de repente ele não quer o André. Quem pode não querer é o plenário do Senado, não é ele. Tem três meses que tá no forno o nome do André Mendonça. Quem não tá permitindo a sabatina é o Davi Alcolumbre.”

O plenário do Senado nunca rejeitou um indicado do presidente da República ao Supremo. Além disso, a demora de Alcolumbre em marcar a sabatina incomoda alguns parlamentares, que dizem que o senador está abusando da posição de presidente da CCJ.

“Ele pode votar contra. Agora, o que ele tá fazendo não se faz. A indicação é minha. Se ele quer indicar alguém pro Supremo, ele pode indicar dois. Ele se candidata a presidente (da República). No primeiro semestre de 2023, ele indica”, continuou Bolsonaro.

Quando presidente do Senado, Alcolumbre foi um contrapeso nas crises entre Bolsonaro e o então presidente da Câmara, Rodrigo Maia (sem partido). Ele também aproximou o atual presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), de Bolsonaro.