O médico Ivan Julião atende na Policlínica do Cristo.

A desidratação, provocada pela perda de líquido no organismo e que, nos casos mais severos pode levar à morte, precisa ser vista como uma preocupação do dia-a-dia da população e não só como uma causa do excesso de sol e com maior pico de diagnósticos no verão. O alerta é do clínico-geral Ivan Julião, que atua na Policlínica Municipal do Cristo.

Segundo ele, trata-se de uma doença sazonal e, ao contrário do que se pensa, o perigo não está apenas nas temperaturas quentes e com baixo consumo de água, mas, principalmente, no período chuvoso, onde, dependendo das condições de saneamento, a pessoa pode ser afetada pela ‘virose da mosca’ ou Doença Diarreica Aguda (DDA), que tem como consequência crises de diarreia. Os principais afetados são pessoas que vivem em áreas sem saneamento básico.

“Por conta das moscas, nestas áreas, acontecem casos de diarreia frequentes, provocando a perda de líquido e, consequentemente, a desidratação. As crianças e os idosos são os mais atingidos neste cenário com pouca higiene”, afirmou o médico.

A medicina classifica a desidratação em três tipos: isotônica (decorrente da perda de volume sanguíneo, após um quadro de diarréia, por exemplo); hipertônica (perda de água e aumento do sódio no sangue) e hipotônica (relacionada à perda de sal e diminuição do sódio no sangue).

Entre as causas, estão: pouco consumo de água, vômito e diarréia; febre, sudorese, urina em excesso e lesões significativas na pele por onde há perda de água. Os sintomas são: boca seca e pegajosa, pele seca, sonolência ou cansaço, diminuição da urina, tonturas, febre, perda de peso, entre outros.

O médico Ivan Julião diz que nos primeiros sintomas é importante que o paciente comece o tratamento com soro caseiro (água+sal+açúcar), ingestão de 8 a 10 copos de líquidos leves (de preferência água), retirada do cardápio de comidas gordurosas e calóricas, além de muito repouso.

 

Do Sem Censura PB