A nova página do velho livro

Quando um ano novo começa nosso livro da vida, mesmo coberto com a poeira do tempo, contém paginas branquinhas prontas para serem escritas. Cada página, um ano diferente. Muitas delas podem ter sido escritas com letras tremidas pelo cansaço, pelas tristezas ou por causa da visão embaçada pelas lágrimas. Cada um de nós escreve a seu modo, com a caneta ou livro que possui.

O conteúdo dessa página nova que começamos a escrever é um mistério. Já são duas mil, vinte e duas páginas… Quantas delas você já escreveu? Não sei! Mas vale salientar que independente do conteúdo da folha anterior, você possui novas chances de viver intensamente, de não ter medo de correr atrás dos seus sonhos, pois nunca vai ser tarde.
São tantas informações… Muitos de nós já iniciamos o ano sentindo na pele as dores causadas pela febre característica da gripe que está pegando as pessoas como se viesse no vento. O novo aumento dos casos de infectados pela Covid-19 no mundo e, como se não bastasse, das variantes do vírus, das novas influenzas e do medo que isso causa à humanidade. Negatividade? Não. Mas talvez mais um parágrafo difícil de escrever sobre os dias que compõem a atual lauda da nossa existência. Sobre a febre dos possíveis últimos dias desse bloco de pedra que flutua o espaço/tempo.

Enquanto escrevo, ouço o barulho incessante da vida acontecendo lá fora: buzinas, o acelerar dos veículos, pessoas que vêm e vão, organizando suas vidas ou pelo menos tentando escrever uma linha de cada vez das suas histórias de vida. Muitas delas, acredito, nem estão preocupadas com o que os noticiários falam todos os dias, alertando, assustando e informando… Depende do olhar com o qual se enxerga. Todos nós estamos vivendo e carregando a medalha de sobreviventes. Por ângulos diferentes, isso é bom e não é. Novela, ficção científica, romance, drama, comédia… de tudo isso (e muito mais) nosso livro da vida tem um pouco.

Estamos em janeiro e lá vamos nós, tentar sobreviver mais um ano, tentar escrever mais uma página, as trezentas e sessenta e cinco linhas que compõem doze parágrafos da nossa existência. Tentar viver mais momentos agradáveis, sem precisar pisar em ninguém, sendo honestos com os outros e principalmente com nós mesmos. Uma hora ou outra a conta da bondade também chega, e o seu sabor é indescritivelmente doce. Que as letras tremidas desse ano sejam de tanto sorrir, contando sobre sonhos realizados, momentos lindos vividos e metas alcançadas.

O livro pode ser velho, mas o Professor está a todo tempo do nosso lado, orientando, segurando em nossas mãos e olhando como estamos indo nessa linda escola chamada VIDA.

*Maria Daniele de Souza Lima.
**Professora de Língua portuguesa e estudante de Jornalismo Digital. Paraibana e apaixonada pela comunicação.