16 de fevereiro, Dia Nacional do repórter. Profissão de grande importância para a comunicação de massa. Uma ramificação do jornalismo que lida diariamente com a incerteza do que vai encontrar em um dia de trabalho. Podemos dizer que o repórter não é apenas aquele que conta diferentes histórias, mas o responsável por ir em busca dos fatos que dão origem às mesmas. O repórter é um grande curioso. E a sua busca por informações envolve características como ética, versatilidade, dedicação e muito amor pelo o que faz.
É acordar cedo e dormir tarde. É saber contar histórias que são coletadas e oriundas das mais diferentes origens sociais. É ter atenção redobrada e muita transparência, afinal, a objetividade é ingrediente principal para quem trabalha com comunicação. O repórter é um jornalista que sai para ouvir, registrar e observar a notícia na íntegra. Muitos destes profissionais vivenciam situações que podem colocar em risco até a sua própria vida, mas estão ali para obter o máximo de dados que possam contribuir com o veículo de comunicação para o qual oferecem seus serviços.
Microfone, celular, por trás de uma tela de tv ou sendo apenas ouvido através das ondas do rádio, o repórter exerce o seu papel como um animal esfomeado indo em busca da caça para alimentar aqueles que não puderam ir com ele. E os que ficaram somos nós, ouvintes, telespectadores, que consumimos o trabalho desses profissionais que são tão importantes para o processo de propagação da informação na sociedade. Estamos falando de um trabalho árduo para levar até a população informações dos mais diversos assuntos. Um trabalho desafiador que lida a todo o momento com notícias boas e ruins. Vamos dizer que é sentir o mundo lá fora diante de todas as suas vertentes sociais, onde o principal ingrediente é a verdade. A verdade que deve prevalecer independente da área. Política, esportes, fotojornalismo, policial… a busca pela melhor precisão na informação faz toda a diferença, tanto para o profissionalismo do repórter, como para a qualidade do conteúdo que ele produz.
Intitulado “No rastro da notícia: Os bastidores das reportagens de um dos maiores jornalistas investigativos do Brasil”, o livro do jornalista especializado em jornalismo investigativo, Roberto Cabrini, nos mostra como ele conseguiu realizar reportagens exclusivas, ajudando a solucionar casos de grande destaque a nível nacional, como na investigação que fez e que localizou P.C. Farias escondido em Londres, bem como na solução sobre o que deu errado no Voo 254 da Varig, em 1989. Estes são grandes exemplos de como uma reportagem bem feita gera resultados que fazem grande diferença para a sociedade e para a resolução de diferentes casos.
Em uma entrevista à jornalista Leda Nagle, Roberto Cabrini conta que, mesmo com quarenta anos de carreira no jornalismo, ainda possui “a mesma capacidade de se emocionar com a próxima matéria.” “ Eu sinto o mesmo entusiasmo de quando eu comecei e esse é o oxigênio que me nutre, sempre pensando em inovações, coisas novas, novos caminhos, novas possibilidades, e isso é mágico.” Afirma Cabrini. E com esse exemplo de trabalho no jornalismo, Roberto Cabrini tornou-se um ícone na cobertura de grandes fatos, como um repórter que nunca se deixou limitar, sempre se reciclando, estudando, lendo e buscando muito conhecimento sem perder a sintonia com o público. Por meio das reportagens, muito conhecimento é compartilhado e muitos problemas são resolvidos, e para tal, o repórter não pode limitar-se, pois se realmente gosta do que faz, o resultado será um trabalho de excelência.
Há quem já foi repórter por um dia, desafiando o medo do desconhecido, sendo alvo dos olhares curiosos. Há quem é repórter há muito tempo. E há a data que foi escolhida para homenagear esses profissionais que passam por tantas coisas que, se transcritas, muitas histórias incríveis seriam conhecidas.
