O ser humano é engraçado, incrível e bizarro ao mesmo tempo.
Muito tem se falado em pandemia, tensão entre países, vacinação contra a Covid-19, Big Brother Brasil. Mas, paralelo a todos esses assuntos, algo acontece de forma muito tímida, mas que que nos faz refletir sobre a audácia do homem. A ideia de povoar Marte. Isso mesmo! Como se não bastasse o caos de destruição que o ser humano tem promovido ao longo dos séculos no planeta que nos foi dado com tantas riquezas, agora ele quer migrar para outro planeta para tentar se encaixar onde não foi feito para estar.
Poluição, ganância, uso irresponsável dos recursos naturais e desrespeito com todos os bens que a Terra é capaz de proporcionar gratuitamente são alguns dos atos que estão levando a natureza à desordem. Uma verdadeira bagunça. A Terra está cansada, esgotada e precisa de descanso. Descanso que o ser humano, cego pela curiosidade desenfreada em busca do lugar que não é pra ele, não está deixando acontecer. E, assustadoramente, há quem acredite que a melhor opção para resolver esses problemas é “mover céus e terra” para levar a humanidade para outro planeta, literalmente.
Elon Musk, bilionário CEO (Chief Executive Officer) diretor executivo da SpaceX, empresa localizada no Estado da Califórnia, Estados Unidos, fabricante de foguetes e de sistemas aeroespaciais, foi criada com o objetivo de revolucionar a tecnologia espacial, projetando e lançando foguetes que, atualmente, entregam cargas na órbita terrestre. O principal foco da companhia é criar meios que permitam que as pessoas possam habitar outros planetas. Segundo Musk, em seu perfil no Twitter, “em mais uma de suas muitas séries de tuítes, disse que pretende construir cerca de mil unidades de sua nave orbital Starship, as quais serão usadas para levar um milhão de pessoas a Marte para a construção de uma colônia.” Tal ideia faz parte da sua intenção de assegurar a sobrevivência da espécie humana.
Agora, vamos pensar. Se fosse para habitar Marte, estaríamos lá, ou em qualquer outro planeta, mas não. Fomos criados para estarmos aqui, com esse oxigênio, fauna, flora, estações do ano, dias e noites perfeitamente cronometrados… Aliás, são tantos detalhes que esse texto ficaria extremamente longo caso fosse exemplificar os meios sob medida que o planeta Terra nos oferece. E o mais assustador (vejo como assustador) é saber que há pessoas que já garantiram suas passagens para Marte, como se fosse um bilhete de ônibus para ir a outro Estado. Mas não. São pessoas que garantiram uma viajem de ida para fora do planeta, sem serem astronautas e sem nenhum tipo de noção do tamanho da irresponsabilidade que estão ajudando a cometer.
Não seria mais fácil cuidar do ambiente em que já estamos? Não seria mais fácil raciocinar e entender que todo o dinheiro gasto com esse tipo de “invenção” seria melhor aproveitado ajudando a recuperar o que nós mesmos destruímos? Afinal, os valores necessários para custear essa missão seriam inimagináveis. Não seria mais inteligente entender que nosso conhecimento deve ir até a “página 10”? Pois a partir dos próximos capítulos do entendimento humano, nós temos que parar. Parar que querer ir a lugares onde só a natureza pode. Onde só quem criou cada partícula que compõe o universo pode interferir.
Porém, como principal empolgado como a ideia de povoar o planeta Marte até 2050 com até 1 milhão de pessoas, Elon Musk se preocupa com o calapso que a humanidade pode viver devido ao baixo índice de fertilidade da população. Mas não porque se preocupe com as consequências disso, mas com um obstáculo que isso pode ser para dar continuidade à sua “façanha” de colonizar o Planeta Vermelho, pois “se já não tem gente suficiente para a Terra, então definitivamente não haverá gente suficiente para Marte”, disse Musk em um dos seus tuítes.
Cabe a nós refletirmos sobre esse tipo de ideia, pois é um exemplo muito claro de como o homem quer criar coisas que nunca foram da sua alçada. E nunca serão. Temos inteligência suficiente para realizar feitos incríveis na medicina, ciência, política, educação e nos social como um todo. Só não podemos esquecer há espaços onde não podemos mexer.
