O presidente nacional do PSB nacional, Carlos Siqueira, revelou que o ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho sequer se despediu ao deixar o PSB e filiar-se ao PT. Enquanto esteve na legenda, segundo Siqueira, Ricardo foi tratado a ‘pão de Ló, sendo eleito prefeito de João Pessoa por duas vezes, assim como, governador também por duas vezes pela legenda, além de disputar mais uma vez a prefeitura da Capital e ser derrotado em 2020.

Siqueira lembrou que ao deixar a gestão do Estado da Paraíba, Ricardo Coutinho foi nomeado diretor da Fundação João Mangabeira, em Brasília, mas que após as denúncias apresentadas pelo Ministério Público da Paraíba, no âmbito da Operação Calvário, achou por bem afastar-se. No entanto, segundo o líder nacional do PSB, não houve por parte do PSB nenhuma acusação ou ilação contra o ex-governador da Paraíba.

– Falei pra ele [Ricardo Coutinho] que não faço pré-julgamento de ninguém. Quem faz apuração de denúncias são os procuradores, delegados e juízes e eu não tenho essas profissões. Eu sou apenas advogado, mas estou no exercício da política e não da advocacia. Então, você faça sua defesa e nós vamos esperar enquanto você se defende – afirmou o socialista.

Em entrevista concedida à emissora de rádio de João Pessoa nesta quarta-feira (23), Carlos Siqueira garantiu não haver mágoa alguma para com Ricardo Coutinho, mas revelou que sequer foi contatado pelo ex-governador antes de sua saída do PSB.

– Ele [Ricardo Coutinho] depois decidiu, por razões que até hoje não sei, porque ele nunca me justificou, aliás sequer se despediu de mim ao sair do partido, embora tenha sido tratado sempre a pão de Ló. Mas eu não tenho nenhuma queixa dele e nem de ninguém. As pessoas têm o direito de entrar e sair do PSB e há os que sabem sair muito bem, há outros que não sabem sair tão bem, o que não é o caso dele, que saiu ‘à francesa’. Não tenho nada que o deprecie. Nosso relacionamento, enquanto ele esteve [no PSB] foi bom – concluiu Siqueira.