A repórter Branca Andrade passou por uma situação de desespero na manhã desta sexta-feira (25) durante um link ao vivo para o telejornal SBT Rio: ela fazia um link diretamente do Terminal Alvorada quando dois homens não identificados começaram a cercá-la, fizeram uma barreira e desplugaram cabos de seus equipamentos para impedir a transmissão.

Visivelmente constrangida e abalada, a profissional começou a chorar e a tremer enquanto pedia respeito aos rapazes. Inicialmente ela acreditou que se tratavam de funcionários do local, mas logo percebeu que eles estavam sem uniformes e sem identificação, e começou a questioná-los sobre suas identidades.

O cinegrafista deu diversas voltas para tentar focar em Branca, mas os dois brutamontes seguiam o movimento, de costas para a câmera e encarando a jornalista, que pedia licença a todo momento. Com a negativa, ela passou a se sentir coagida e ameaçada pelos rapazes, e começou a tremer.

“Neste momento estamos tendo a nossa liberdade de expressão cerceada, como você pode ver”, disse a jornalista enquanto era encurralada por um rapaz não identificado. “O senhor pode se afastar, por favor? O senhor está atrapalhando o meu trabalho, não é assim que funciona”, disse a jornalista ao suposto funcionário, que somente dava ordens, dizendo que ela deveria circular e não poderia ficar parada.

“Eles nem estão uniformizados. Eles são dois funcionários… na verdade se dizem funcionários, porque nem usam uniformes da concessionária. Neste momento a minha imagem não aparece porque as costas deste funcionário, que não foi identificado, aparece. Qual é o nome do senhor para eu procurar na concessionária?”, continuou Branca, enfrentando os rapazes, mas demonstrando nervosismo com a voz trêmula e embargada.