O deputado estadual Tovar Correia Lima (PSDB) se reuniu com representantes do Sindicato dos Médicos da Paraíba (SIMED-PB) para debater a regularização salarial, igualdade nos vencimentos de concursados e contratados, legalização de gratificações, implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações e reajuste dos R$ 40 pagos por insalubridade.

O parlamentar informou que levará o debate para a Assembleia Legislativa e afirmou que “é importante valorizar os profissionais de saúde que arriscam a vida para salvar vidas”.

O encontro contou com a participação do presidente do Sindicato, Marnio Soleann, do diretor financeiro Tarcísio Campos e do gerente administrativo Octávio Neto. “Essa é uma pauta que não é só dos médicos, envolve todos os profissionais de saúde”, disse Marnio.

A entidade afirma que existem algumas irregularidades na contratação dos profissionais de saúde. Lembra que o Governo conta com 3,1 mil vagas de médicos e apenas 700 são efetivos. A maioria das demais contratações, segundo o presidente, são irregulares.

O Sindicato dos Médicos destaca que desde o início da pandemia, 50 médicos morreram vítimas da Covid-19 e reclama que apesar do trabalho, intensificado na pandemia, a categoria não é recebida pelo governador João Azevêdo e ganha R$ 40 de insalubridade desde 2003. Além disso, existe uma diferença de remuneração entre os médicos contratados e os concursados.

Em janeiro, segundo relatou Tarcisio Campos, houve um aumento de 10% no salário dos servidores, mas para os médicos, esse reajuste é válido apenas no vencimento base, ou seja, um médico especialista concursado que recebia vencimento de R$ 1.408,84, passou a receber R$ 1.549,72.

O presidente do SIMED-PB afirmou que, no caso dos médicos, o vencimento é só uma parcela do salário. Os médicos recebem duas gratificações, uma por insalubridade e outra chamada de adicional de representação, que é o principal valor no salário.

Os médicos também reivindicam a revisão do Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações, a incorporação, legalização e regulamentação da gratificação de produtividade SUS, e a isonomia salarial entre médicos concursados e contratados. Só para se ter uma ideia, o médico servidor público recebe 50% a menos que um contratado.

“Essa é mais uma categoria que não tem sido valorizada pelo Governo do Estado. Um descaso imenso que precisa ser debatido e solucionado. Vamos levar esse tema para discussão na Assembleia, debater e nos mobilizar em relação a essa pauta, pois o cenário atual é inadmissível”, argumentou o deputado.

 

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