A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) ironizou nesta 5ª feira (3.mar.2022) o ministro Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal) ao comentar sobre saques e depósitos com erro em contas do Itaú. Mais cedo, clientes do banco reclamaram de movimentações desconhecidas.

O Itaú disse que os erros nas contas dos clientes estão relacionados a um atraso no processamento de dados bancários, o que levou a necessidade de reprocessamento. “Portanto, a causa não tem relação com quaisquer eventos externos”. No começo da noite, o banco informou que seus canais digitais estão sendo liberados. Porém, continuam instáveis.

No Twitter, Zambelli citou o problema e indagou, em tom de deboche, se alguém poderia pegar uma aula para o ministro Barroso de como “tornar inviolável um sistema que envolva processamento de dados”.

A aliada do presidente Jair Bolsonaro (PL) se referia a segurança das urnas eletrônicas. Como o chefe do Executivo, que é a favor do voto impresso, a congressista insiste na possibilidade de eventuais ataques hackers ao sistema eleitoral brasileiro. O sistema utilizado nas eleições, no entanto, não tem conexão com a internet. Possui ainda 30 camadas de segurança adicionais.

“Não estou conseguindo desde cedo entrar no Itaú. Agora me disseram que hackearam o sistema. Será verdade? Se sim, poderiam pegar uma aula com o Barroso de como tornar inviolável um sistema que envolva processamento de dados”, escreveu Zambelli. 

URNAS NÃO TEM CONEXÃO COM A INTERNET

As urnas eletrônicas utilizadas nas eleições gerais e municipais não são conectadas a rede de dados. Segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o sistema funciona sem conexão de internet durante todo o período eleitoral. O mesmo vale para outras redes, como o bluetooth.

Sem acesso à internet, uma tentativa de ataque hacker precisaria passar pelas mais de 30 camadas de segurança das urnas. O processo para assegurar a confiabilidade e legitimidade dos pleitos foi aperfeiçoado durante os 25 anos de utilização das urnas eletrônicas.

O sistema utiliza tipos diferentes de criptografia em seu software, além de contar com uma dezena de auditorias, incluindo dos próprios candidatos, dos partidos e do Ministério Público. A versão final do programa é lacrado fisicamente 1 mês antes de cada eleição em uma cerimônia pública. O TSE realiza ainda o Teste Público de Segurança, colocando o sistema a disposição de hackers para tentar violar a urna.

A lista completa das camadas se segurança das urnas eletrônicas está disponível do site do TSE.

 

Fonte: Poder 360