Em meio à invasão russa da Ucrânia, o presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, nesta terça-feira (8), data em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, que não haveria guerra no mundo se a questão dependesse das mulheres.

A declaração ocorreu durante evento realizado no Palácio do Planalto em alusão à data comemorativa. “Se dependêssemos das mulheres, não teríamos guerra no mundo”, disse na abertura de seu discurso. Na sequência, o chefe do Executivo citou um versículo bíblico da carta de São Paulo aos Coríntios: “Porque, como a mulher foi feita do homem, assim também o homem nasce da mulher, e tudo vem de Deus”.

Bolsonaro também lembrou de sua mãe, dona Olinda Bolsonaro, que morreu em 21 de janeiro deste ano após duas paradas cardiorrespiratórias. “Sou um homem feliz. A minha [mãe] me deixou há pouco tempo. É o destino, é o ciclo da vida. Queria que ela continuasse em nosso meio, mas as recordações dela ficam para sempre”, declarou.

“Mãe de sete filhos, esposa de um homem que não tinha profissão definida, era dentista, que ganhava a vida basicamente extraindo dentes, e ela era realmente a dona de casa. Sete filhos, com uma diferença de 15 meses um do outro. Realmente, a vida dela não foi fácil, mas mesmo assim ela foi educadora. Todos nós chegamos às escolas já sabendo a tabuada do 1, do 2 e do 3, praticamente alfabetizados. Foi um impulso inicial, que fez todo mundo ser alguém na vida”, completou.

“Presidente cor-de-rosa”
Durante o evento, Bolsonaro foi chamado de “presidente cor-de-rosa” pela primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e pela ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves.

“Quando eu falo que é um governo cor-de-rosa, é um governo que tem sido conduzido por mulheres. Nunca teve tantas mulheres no alto escalão no governo federal como agora”, afirmou Damares.

“E porque eu falo que o nosso presidente Bolsonaro também é um presidente cor-de-rosa? Nós fizemos um levantamento que mostrou que mais de 30 leis foram sancionadas pelo presidente de promoção, proteção e defesa das mulheres”, acrescentou.

Atualmente, há 1.393 mulheres em cargos no primeiro e no segundo escalão do governo, o que equivale a 26% dos funcionários, ante 74% dos postos ocupados por homens, segundo dados apresentados pela ministra na cerimônia, realizada no Palácio do Planalto.

A pasta coordenada por Damares lançou medidas voltadas para o público feminino. Segundo o governo, a iniciativa Mães do Brasil visa promover a proteção integral à gestante e à maternidade, com o objetivo de articular e desenvolver políticas públicas destinadas à promoção da dignidade da mulher enquanto mãe.

Já as medidas Estratégia e Comitê, formuladas pelo Ministério da Economia, preveem a criação de um plano de desenvolvimento e estímulo ao empreendedorismo feminino no país a partir de ações como oferta de crédito.

 

R7