Na semana em que completam-se dois anos de pandemia, o Município de Campina Grande apresentou um indicativo importante. Nesta terça-feira, 15, a cidade não registrou nenhum novo caso de covid-19, apesar de continuar realizando a testagem em diversos pontos. É a primeira vez que a cidade fica 24 horas sem registro de novos casos da doença. Além disso, o Complexo Hospitalar Municipal Pedro I, maior referência em tratamento de pacientes com coronavírus da Paraíba, zerou a taxa de ocupação nos leitos de enfermaria da covid-19.

“É a primeira vez, desde o início da pandemia, em que não temos nenhum caso novo de covid-19 registrado e que o Hospital Pedro I não tem nenhum paciente internado em enfermaria. É um demonstrativo de que estamos superando a pandemia. A procura por testagem, neste momento, também indica isso, pois tem declinado nos últimos dias”, comemorou o secretário de saúde, médico Gilney Porto.

Nas últimas 24 horas, a cidade também não registrou nenhum óbito e apenas 11 pacientes, da 2ª macrorregião de saúde, estão internados no município. A taxa de ocupação geral dos leitos de covid-19 do SUS caiu para apenas 1% nas enfermarias e 10% , nas UTIs. O número total de casos positivos, nesses dois anos, é de 57.830 e 56.631 pessoas se recuperaram, o que indica uma taxa de recuperação de 98% dos pacientes, superior à média nacional.

O Complexo Hospitalar Municipal Pedro I tem 105 leitos de enfermaria e 60 de UTI e apenas três leitos de UTI estão ocupados por pacientes com covid-19. Com isso, a Secretaria de Saúde implantou uma recepção de emergência para pacientes com suspeita da doença e destinou a recepção principal do hospital para atendimento de outras emergências clínicas, atendendo a pacientes de várias patologias, com atendimento 24 horas de livre demanda, ou seja, portas abertas.

Os resultados são também em decorrência do avanço da vacinação, que já imunizou 97% dos adolescentes e adultos com pelo menos uma dose, 334.175 pessoas e 91% deles com segunda dose, 317.723. Desse total, 151.724 receberam a terceira dose. Quanto às crianças, 78% já tomaram a primeira dose, o que corresponde a 30.153.

“Esses dados mostram a eficiência da vacina, a efetividade da nossa estrutura de tratamento e a necessidade de avançarmos na diminuição de medidas restritivas para retornar ao convívio social, tanto é que apontamos a possibilidade de desobrigação das máscaras em ambientes abertos e, após 30 dias, vamos avaliar a possibilidade de flexibilização também para locais fechados”, disse o secretário.