O presidente Jair Bolsonaro deu mais um elemento para reforçar a denúncia de improbidade administrativa apresentada por procuradores do Ministério Público Federal. Durante sua live semanal nesta quinta(24), Bolsonaro confessou que “ela nunca esteve em Brasília”.

“Não precisa interrogar a Wal não, e nem a mim. Eu estou confessando: ela nunca esteve em Brasília. É verdade. Ela tomou posse por procuração”, declarou Bolsonaro em transmissão ao vivo nas redes sociais.

O Ministério Público Federal acusa Bolsonaro de desvio de recursos de seu gabinete como deputado federal por meio da nomeação de Wal do Açaí, que seria funcionária fantasma. Wal esteve lotada no gabinete parlamentar de Bolsonaro entre 2003 e 2018.

“Ela mora em Angra dos Reis. Eu duvido de qual deputado fora do DF que não tenha… pode ter 25 servidores. Em média, metade fica aqui, metade fica no estado. Este pessoal que está no estado não vem a Brasília, toma posse por procuração. Eu fiz isso a vida toda. A Wal ganhava o equivalente a 1,5 mil reais por mês”, tentou se justificar. “Eu queria que o MP investigasse todas as matérias de jornal que saem aí. Sempre tem alguma coisa mexendo com servidor público. Por que não investiga todo mundo, só para cima de mim?”

A afirmação de Bolsonaro endossa o que aponta as investigações do MPF, que afirma que a investigação “revelou que, durante esses mais de 15 anos, Walderice nunca esteve em Brasília, não exerceu qualquer função relacionada ao cargo e ainda prestava, juntamente com seu companheiro, Edenilson Nogueira Garcia, serviços de natureza particular para Bolsonaro, em especial nos cuidados com a casa e com os cachorros de Bolsonaro na Vila Histórica de Mambucaba”.

No depoimento dado durante as investigações, Wal do Açaí forneceu evidências de que atuou como funcionária fantasma no gabinete de Bolsonaro.

Wal diz que sempre falava com Bolsonaro e praticamente só com ele. Já Bolsonaro disse que o contato dela se dava com outros assessores, não com ele. Wal também diz que escondeu dos moradores de Mambucaba, onde moa, que era secretária parlamentar de Bolsonaro. Já o então deputado dizia que a função da assessora era levar a ele demandas de moradores da localidade.

  • WSCOM