O deputado federal Efraim Filho (União Brasil) entrou o ano de 2021 focado em ser o candidato ao Senado neste ano, 2022.

Fez alianças, participou de debates nacionais importantes, conseguiu apoio de prefeitos, deputados federais, estaduais, distribuiu votos nos seus redutos eleitorais para futuros e atuais aliados. Conseguiu.

Mas não foi como desejado.

Sem condições de ser o nome da base do governo como queria, preterido por Aguinaldo Ribeiro (Progressistas), teve que buscar outros caminhos, mas sem recuar do projeto inicial: disputar o Senado.

Até a vice foi “oferecida”, mas ele queria a senatória.

Encontrou na oposição espaço para o projeto trabalhado há mais de um ano. Espera levar com ele os apoios, inclusive aqueles que buscam espaço na chapa majoritária do pré-candidato ao governo do ex-aliado, agora adversário eleitoral.

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Em evento, na noite desta quinta-feira, no distrito de Lagoa Seca, região de Campina Grande, terra do pré-candidato ao governo Pedro Cunha Lima, Efraim oficializou seu embarque. Não houve novidade, porque já não havia mais volta.

O evento foi para oficializar também a renúncia do prefeito do município, Fábio Ramalho (PSDB), que disputará vaga de deputado estadual.

Efraim agora vai lutar para não perder aliados que não votarão em Pedro. Mas votarão nele.

Pode conseguir em alguns casos, mas em outros, já espera encontrar compensações por meio da influência dos Cunha Lima.

  • JORNAL DA PARAÍBA