O câncer é uma das doenças mais delicadas da atualidade. Discussões e informações sobre o tema merecem destaque, afinal, essa é uma comorbidade séria que independe de gênero, raça, idade e nacionalidade. O paciente oncológico, além de sofrer com o acometimento da doença em um ou mais órgãos do corpo, ainda enfrenta a possibilidade de que seja desencadeada uma metástase óssea, isto é, quando as células cancerígenas se desprendem do tumor original e entram na corrente sanguínea, podendo se instalar nos ossos. Para falar sobre esse tema ‘Câncer Ósseo’ já que estamos vivenciando a campanha “Abril Amarelo”, foram ouvidos os oncologistas Edgard Engel e André Ferrari.

“Neste mês, optamos por fazer uma campanha direcionada ao médico que se depara com um paciente com tumor ósseo, para que possa ser encaminhado a um centro especializado onde faça o diagnóstico e seja submetido ao melhor tratamento possível”, disse Edgard, destacando que a estimativa é que 6,3 mil novos casos de tumor ósseo maligno surgem no Brasil a cada ano, muitos dos casos afirma são são assintomáticos. “Não têm nenhum tipo de dano à saúde, de queixa, dor. Nada disso aparece. Muitos deles são encontrados, fortuitamente, em exame simples de Raio X ou uma ressonância”.

O que é um tumor ósseo? O Dr. André Ferrari, explica que um tumor ósseo é uma massa de tecido que se desenvolve no osso, com células anormais e com crescimento desordenado – processo denominado neoplasia. “Esses tumores podem ser benignos ou malignos; os tumores ósseos benignos tendem a ser menos agressivos, e suas células se multiplicam mais lentamente, causando, em geral, pouco ou nenhum impacto na saúde geral do paciente (na maioria das vezes, provocam apenas efeitos locais). Alguns exemplos mais comuns são o encondroma, o osteocondroma e a displasia fibrosa. Os tumores ósseos malignos são o que chamamos de ‘câncer ósseo’ propriamente dito”, disse.

Câncer ósseo: sintomas e prevenção – Ainda de acordo com Dr. André Ferrari, os sintomas mais comuns são dor progressiva e o aparecimento da massa. Ele complementa: “Muitas vezes, porém, a massa demora a ser perceptível, e como a dor é muito insidiosa, os pacientes podem custar a procurar o médico. Algumas vezes, o primeiro ‘sintoma’ é a ocorrência de fratura no local do tumor, por causa da fragilidade mecânica que se dá no local (a isso chamamos de fratura patológica).”.

 

  • PB AGORA