dólar subia 0,32%, cotado a R$ 4,979, por volta das 9h13 desta quarta-feira (4), favorecido por uma aversão a riscos ao redor do mundo enquanto investidores aguardam as decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos, na chamada “super quarta”.

A expectativa dos investidores é que o Federal Reserve, banco central norte-americano, adote um tom mais duro no combate à inflação recorde no país e suba os juros em 0,5 ponto percentual, um movimento que favorece o dólar.

Já em relação ao Brasil, espera-se uma elevação de 1 ponto percentual por parte do Comitê de Política Monetária (Copom), o que deixaria a taxa básica de juros, a Selic, em 12,75% ao ano, devido às pressões inflacionárias ainda fortes.

A cautela no mercado também é intensificada pela nova alta na cotação do petróleo, com o tipo Brent rondando os US$ 110 o barril, após a União Europeia apresentar um plano de proibição total do petróleo russo. A alta aumenta preocupações com a inflação global, e a desaceleração econômica ao redor do mundo com elevações de juros para combatê-la.

Banco Central fará neste pregão leilão de até 15 mil contratos de swap cambial tradicional para fins de rolagem do vencimento de 1° de junho de 2022.

Na terça-feira (3), o dólar caiu 2,10%, a R$ 4,964. Já o Ibovespa teve queda de 0,10%, aos 106.528,09 pontos.

Moeda norte-americana

O dólar reverteu parte dos ganhos que o real obteve nos primeiros meses do ano devido a uma combinação de fatores que influencia no fluxo de compra e venda do dólar.

Ao CNN Brasil Business, especialistas associaram essa valorização recente a dois principais fatores: a perspectiva de altas maiores de juros nos Estados Unidos e os temores em relação aos lockdowns estabelecidos em uma série de cidades economicamente relevantes na China.

Os juros norte-americanos maiores tendem a atrair investimentos para o mercado de títulos do Tesouro do país, retirando capital de mercados considerados mais arriscados que o dos Estados Unidos, caso do Brasil.

Já as medidas de controle de disseminação da Covid-19 na China, que afetam cidades como Xangai e Pequim, tendem a reduzir a demanda da segunda maior economia do mundo por commodities, prejudicando seus principais fornecedores, entre eles o Brasil, e influenciando negativamente nos preços desses produtos.

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