Coreia do Norte reconheceu o primeiro surto de Covid-19 no país desde o início da pandemia, em março de 2020, e declarou uma “grave emergência nacional”. O anúncio foi feito nesta quinta-feira, 12, e o líder do país, Kim Jong Un, ordenou confinamento em todo o território norte-coreano. Até agora, o país não havia admitido nenhum caso de Covid-19.No começo de 2020, o governo decretou um bloqueio severo com o exterior. A agência oficial de notícias KCNA informou que as amostras coletadas de pacientes com febre em Pyongyang no domingo eram “consistentes” com a variante Ômicron do coronavírus. Segundo a agência, Kim Jong Un convocou uma reunião de emergência de seu gabinete e anunciou a implementação de um sistema de controle que teria como objetivo “eliminar a raiz no menor tempo possível”. Kim “ordenou a todas as cidades e municípios do país que adotem o confinamento cuidadoso em suas áreas”, afirmou a KCNA. Fábricas, estabelecimentos comerciais e residências devem permanecer fechados e reorganizados para “bloquear de maneira impecável a propagação do vírus maligno”, insistiu a agência estatal.

Mesmo reconhecendo o surto, o governo não revelou quantos casos foram detectados no país. “Para que Pyongyang admita publicamente casos de ômicron, a situação de saúde pública deve ser grave. […] Pyongyang provavelmente vai insistir com os confinamentos, apesar do fracasso da estratégia Covid zero da China sugerir que esta abordagem não funciona  com a variante Ômicron”, disse o professor Leif-Eric Easley da Universidade Ewha de Seul à AFP. Analistas consideraram que a Coreia do Norte não vacinou nenhum dos 25 milhões de habitantes depois de rejeitar as ofertas de doses da Organização Mundial da Saúde (OMS), da China e da Rússia.

*Com informações da AFP

 

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