Os preços internacionais do petróleo foram arrastados nesta quarta-feira (18) pela queda dos mercados financeiros, em meio a dúvidas sobre a saúde da economia mundial.

Em Nova York, o West Texas Intermediate (WTI) para entrega em junho, recuou 2,50%, e fechou cotado a 109,59 dólares.

Em Londres, o barril de Brent do Mar do Norte para entrega em julho perdeu 2,51%, fechando a 109,11 dólares.

“Os mercados de ações nos dizem que se preocupam com o ritmo de crescimento econômico e sabemos que isso afeta diretamente a demanda de petróleo”, resumiu Andrew Lebow, da consultoria independente Commodity Research Group.

Para Robert Yawger, do banco de investimentos Mizuho Securities, os resultados decepcionantes das gigantes americanas das vendas no varejo, de Walmart à Target, se somaram ao sentimento de que a inflação ameaça as margens das empresas e também ao consumo.

“Pode acrescentar algo de covid-19 na China, a União Europeia que não chega a um acordo sobre o petróleo russo e o dólar fortalecido. Mas por louco que seja, a Target tem mais peso” na evolução dos preços desta quarta-feira, disse Yawger.

O mercado prestou pouca atenção ao informe de reservas nos Estados Unidos.

As reservas comerciais de petróleo cru nos Estados Unidos diminuíram mais do que o previsto na semana passada, segundo a Agência Americana de Informação sobre Energia (EIA).

Na semana encerrada em 13 de maio, as reservas caíram 3,4 milhões de barris (mb), enquanto os analistas esperavam uma alta de 2 mb. Estes estoques se situaram, assim, em 420,8 mb.

Já as reservas de gasolina caíram 4,8 mb, muito acima do 1,4 mb esperado pelo mercado, em parte por um aumento da demanda (+2,2% sobre a média das quatro semanas anteriores).

Nesta quarta, os preços da gasolina e o diesel nos Estados Unidos voltaram a atingir recordes históricos.

 

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