Cerca de 90% da população no Japão afirmou, em pesquisa nesta semana, que o país deve se preparar para uma ofensiva militar chinesa contra Taiwan.
Em meio ao acirramento de tensões entre EUA, China e Taiwan e a possibilidade de uma invasão chinesa à ilha, a população japonesa acredita que o momento determina preparação para um iminente confronto.
Uma maioria esmagadora no Japão acha que seu país deveria se preparar para um ataque militar chinês, de acordo com uma pesquisa divulgada pelo Nikkei Asia. A visão é compartilhada por quase 90% dos entrevistados.
Uma minoria de 41% acredita que as leis japonesas devem ser revisadas para responder a um possível conflito na região, enquanto 50% acham que os preparativos devem ser realizados de acordo com as leis existentes.
Yoji Koda, ex-comandante da Marinha japonesa, apontou ao portal que a falta de base legal para prestar assistência militar pode ser um problema.
Ele teme que o Japão “não tenha nenhuma lei que permita que os militares dos EUA armazenem temporariamente grandes quantidades de combustível e munição” em território japonês, impedindo que país possa servir como centro de implantação das forças norte-americanas na região.
Esta fotografia tirada e divulgada em 11 de maio de 2018 pelo Ministério da Defesa de Taiwan mostra um caça F-16 da Força Aérea da República da China (Taiwan), à esquerda, voando ao lado de um bombardeiro H-6K da Força Aérea do Exército de Libertação Popular da China (ELP) em suposto sobrevoo sob o canal de Bashi, ao sul de Taiwan - Sputnik Brasil, 1920, 01.06.2022

Militares chineses dizem que patrulhas aéreas e marítimas perto de Taiwan são ‘medida necessária’

A pesquisa ainda revelou que cerca de 56% dos entrevistados disseram apoiar a proposta do governo de aumentar o orçamento militar japonês para 1% do PIB.
Pequim considera Taiwan um território soberano sob a política de Uma Só China. A ilha de 23,5 milhões de habitantes, que é autogovernada desde 1949, nunca declarou formalmente a sua independência.
Autoridades chinesas disseram que preferem uma “reunificação” pacífica com a ilha, mas não descartam o uso da força.
Patrulhas chinesas e exercícios militares em torno de Taiwan se intensificaram nos últimos meses. Nesta quarta-feira (1º), Pequim declarou que o patrulhamento aéreo e marítimo das áreas próximas à ilha foram uma “medida necessária” contra o “conluio” entre Tapei e Washington.
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