Diante de um cenário de contínua atividade produtiva, na qual a relação ser humano – meio ambiente torna-se deteriorada diante desses mecanismos produtivos contemporâneos através da intensa degradação ambiental, surgem tais questões: Quais medidas podem ser plausíveis e eficientes no que concerne à minimização dos impactos ambientais? Qual o papel dos instrumentos normativos em relação a promoção da sustentabilidade ambiental? Será possível vislumbrarmos um contexto de sustentabilidade social e ambiental para um futuro próximo?

Perante estes impasses, a degradação ambiental, juntamente com o esgotamento ecológico e o desequilíbrio ocasionado pelo avanço do mundo contemporâneo trazem consigo o conceito de sustentabilidade, sendo de suma importância para a humanidade, visto que ao se compreender a sustentabilidade, em seus aspectos ambientais e sociais, poderá ter uma nova visão de mundo. Um mundo em que o saber ambiental aflora de uma ponderação sobre a estruturação da própria vida humana na Terra.

O Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho). A data existe desde a publicação do Decreto 86.028 em 1981. O objetivo da realização da Semana Mundial do Meio Ambiente é conscientizar a população sobre a importância da participação de todos os cidadãos na preservação do meio ambiente.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU) define o meio ambiente como um conjunto de elementos físicos, químicos, biológicos e sociais que podem causar efeitos diretos ou indiretos sobre os seres vivos e as atividades humanas.

A Constituição Federal em seu Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá- lo para as presentes e futuras gerações.

A sustentabilidade se refere às diversas medidas e estratégias que podem ser adotadas pela sociedade para que o meio ambiente seja preservado e seja considerado sustentável.

O desenvolvimento sustentável constitui-se com um projeto social que aponta para a organização ecológica e a descentralização territorial da produção, destinado a satisfazer as necessidades básicas, melhorar a qualidade de vida social e promover a conservação ambiental, e desta forma proporcionando a diversificação dos tipos de desenvolvimento e dos modos de vida das populações de acordo com o meio social em que vivem. Diante do contexto social, econômico e ecológico que vivenciamos, a questão da aplicação do paradigma do desenvolvimento sustentável dentro deste, aliado com a educação ambiental, são os principais desafios da modernidade no que diz respeito a preservação ambiental, para tanto, é necessária uma modificação na postura social que deve partir de cada integrante desta sociedade, no sentido de tomar uma postura mais realista e integrada a questão ambiental, e firmar um compromisso de modo a asseguramos para as futuras gerações um meio ambiente sustentável. E como garantir que tudo isso aconteça, diante de tantas adversidades? Um desses caminhos se dá por meio da educação ambiental, é possível incorporar as dimensões sociais, políticas, econômicas, culturais, ecológicas e éticas, de modo a promover uma ação multidisciplinar em prol da sustentabilidade prevista na carta magna, que significa que ao tratar de qualquer problema ambiental, deve-se considerar todas as dimensões.

Partindo destas premissas, a educação ambiental tem como propósito, portanto, construir uma consciência social voltada a preservação ambiental, e transformar-se em filosofia de vida de modo a levar a adoção de práticas ambientalmente plausíveis com o contexto social em que vivemos, investindo nos recursos e processos ecológicos do meio ambiente, e desta forma, proporcionar o desenvolvimento e a escolha de planos de ação, que venham contribuir para a formação do processo de desenvolvimento sustentável para a melhoria da qualidade de vida social.

Para isso acontecer de fato são necessárias Políticas Públicas, tendo como base a Política Nacional do Meio Ambiente, as políticas públicas relativas ao meio ambiente e sua preservação sendo da responsabilidade do Ministério do Meio Ambiente (Governo Federal), das Secretarias de Meio Ambiente dos estados e dos municípios.

São exemplos de objetivos previstos na lei: fiscalização do uso e consumo dos recursos naturais, controle da emissão de poluição no ambiente, controle o uso consciente do solo, da água e do ar, incentivo ao estudo e pesquisa na área ambiental, proteção dos ecossistemas, proteção, preservação e recuperação de áreas ameaçadas.

Diante disso, chega-se em consonância do entendimento de que o meio ambiente é parte integrante da nossa vida e do qual necessitamos primordialmente, e desta forma o crescimento econômico é um desafio ao meio-ambiente, uma vez que existem deficiências referentes à capacidade do meio em suportar as imposições exercidas pelas atividades humanas, de modo que a implantação dos conceitos de sustentabilidade faz-se necessário, pois pressupõem o uso consciente dos recursos naturais necessários à vida humana, fundamentais para garantia das presentes e futuras gerações.

O meio ambiente é considerado um bem de interesse público, e sendo o bem particular ou público, este deve ser usufruído por toda a coletividade. As vezes precisamos sofrer algum impacto para percebermos a realidade que nos cerca…

Preservar a natureza é a chave para manter o equilíbrio ambiental e a VIDA no Planeta.

 

Sérgio Henrique Pinto Silva. Prof. Geógrafo e Mestre em Meio ambiente.