O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu, em decisão unânime, o ritmo de aperto monetário nesta quarta-feira (15), após dois dias de reunião. O colegiado decidiu pela alta da taxa básica de juros, a Selic, em meio ponto percentual, de 12,75% para 13,25%. Foi a 11ª elevação da taxa Selic no atual ciclo de aperto monetário, que começou em março de 2021.

A elevação dos juros seguiu à expectativa de mercado e à sinalização do Banco Central, o qual tinha sugerido, no último comunicado, a continuação da alta de juros em caso de deterioração da inflação. Embora o pico inflacionário tenha sido em abril e desacelerado em maio, o índice de difusão de preços continuou elevado.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve alta de 0,47% em maio, abaixo da previsão de 0,60%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mês anterior, atingiu 1,06%. Já o IPCA anual acumulou alta de 11,73%, abaixo da expectativa do mercado de 11,84% e dos 12,13% apresentados anteriormente.

Segundo dados do último Boletim Focus, divulgado no último dia 6 e com publicação prejudicada devido à greve dos servidores, pode ter sido a última alta do atual ciclo de aperto. A projeção para a Selic no fim de 2022 segue em 13,25%, enquanto os analistas consultados pelo BC estimam um IPCA de 8,89% no mesmo período.

Próxima reunião

“Para a próxima reunião, o Comitê antevê um novo ajuste, de igual ou menor magnitude. O Comitê nota que a crescente incerteza da atual conjuntura, aliada ao estágio avançado do ciclo de ajuste e seus impactos ainda por serem observados, demanda cautela adicional em sua atuação. O Copom enfatiza que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados para assegurar a convergência da inflação para suas metas, e dependerão da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação para o horizonte relevante da política monetária”, pontuou o Copom em comunicado.

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