No dia 22 de junho, na quarta-feira da semana passada, teve o lançamento do livro de Luiz Thadeu Nunes e Silva, intitulado “Das muletas fiz asas”, obra que conta a trajetória de um homem sonhador, que aos poucos foi galgando a passos largos, mesmo de muletas, o seu lugar ao sol, o lugar mais alto do pódio do seu maior sonho de vida.

Hoje, sinto orgulho de fazer parte de sua história e ao mesmo tempo de ser testemunha há décadas de sua grande jornada de vida.

João Pedro Aragão ao lado do Luiz Thadeu Nunes e Silva, no lançamento do livro “Das muletas fiz asas”. Fonte da imagem: Arquivo pessoal do Luiz Thadeu.

Não sei se serei capaz de traçar o seu perfil, de descrever sua trajetória, pois terei de falar de um homem antes tímido, invisível, hoje espelho e vitrine a todos que por serem portadores de limitações desistem de seus ideais, de seus sonhos.

Agora, na pena(na escrita) é só emoção ao recordar os velhos tempos de nossa infância na cidade de Rosário, onde passávamos nossas férias, na casa de nossa vó/tia Maria do Carmo; brincar no quintal às margens do Rio Itapecuru.

De família simples, já adolescente viveu seu maior sofrimento, a parida precoce de sua mãe Maria da Conceição, querida prima Dinha. Com a perda da mãe, passou a cuidar dos cinco irmãos menores, como arrimo de família.

Passando por dificuldades financeiras, lhe arrumei alunos para dar aulas particulares e, se preparando para se submeter ao vestibular. Luiz Thadeu me procurou para lhe conseguir uma bolsa de estudos no Curso MENG, preparatório para vestibular.

Recebido pelo professor Márcio Ribeiro, proprietário do Curso MENG, lhe disse: “Na vida nada que se consegue de maneira fácil é valorizado”, que lhe conseguiria a bolsa caso o mesmo se submetesse ao simulado do curso e ficasse entre os dez primeiros colocados. Luiz Thadeu passou em quinto lugar, garantiu a vaga, certamente sua primeira vitória, sendo em seguida aprovado nos vestibulares de Agronomia e Admiração, na antiga FESM, hoje Universidade Estadual do Maranhão.

Mesmo antes da faculdade, na época de estudante do Colégio Batista, seu local predileto era a banca da DIMAPI, no Edifício Caiçara, no centro da cidade de São Luís. Era na banca de revista, que ele viajava, em sonhos, ao folhear revistas de diferentes gêneros, que lhe deu um grande cabedal de conhecimentos e informações.

Não vou mais me alongar neste relato, pois estaria dando “spoiler” do ótimo livro “Das muletas fiz asas”.
Quero lhe desejar saúde e sucesso, e sugerir que você caro leitor, amiga leitora ao adquirir seu exemplar de “Das muletas fiz asas”, troque o capítulo da novela, o futebol, a internet pela leitura dessa grandiosa, fascinante e fantástica obra que dará asas à sua imaginação.

João Pedro Sousa Aragão, Advogado, Escritor, Professor Universitário.