Os 30 países da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) assinaram nesta 3ª feira (5.jun.2022) os protocolos de adesão de Finlândia e Suécia. Com isso, Helsinque e Estocolmo podem participar de reuniões da Aliança e ter maior acesso às informações de inteligência da organização.

Entretanto, até que o processo de adesão seja concluído, os 2 países não estão protegidos pela cláusula de defesa da Otan de que determina que um ataque a um país-membro é uma investida contra todos. Ainda é necessária a ratificação dos protocolos assinados nesta 3ª feira pelos Legislativos dos países da Otan. Esse processo deve levar em torno de 1 ano.

O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, disse que “este é realmente um momento histórico”.

Com 32 nações à volta da mesa, ficaremos ainda mais fortes e o nosso povo estará ainda mais seguro no momento em que enfrentamos a maior crise de segurança em décadas”, declarou.

A ministra sueca das Relações Exteriores, Ann Linde, disse que a Suécia está ansiosa para trabalhar com a Otan e “garantir a segurança coletiva”. Em seu perfil no Twitter, ela agradeceu o apoio dos países da Aliança.

Em entrevista ao lado de Linde e do ministro das Relações Exteriores da Finlândia, Pekka Haavisto, Stoltenberg disse que foi preciso encontrar “terreno comum” para avançar no processo de adesão.

Havia preocupações de segurança que precisavam ser abordadas. E fizemos o que sempre fazemos na Otan: encontramos um terreno comum”, falou.

A maior resistência à entrada dos 2 países vinha da Turquia. Depois de semanas de negociações, o líder turco, Recep Tayyip Erdogan, acordou com Suécia e Finlândia uma série de medidas. Os 3 países assinaram um acordo de entendimento em 28 de junho, em Madri (Espanha).

Haavisto disse que a Finlândia está feliz de poder participar das reuniões de trabalho da Otan e, assim como Linde, agradeceu o suporte dos 30 países da Aliança. “A adesão de Finlândia e Suécia não contribuirá apenas para a nossa segurança, mas para a segurança coletiva”, disse.

 

Poder 360