Pré-candidatos à presidência da República repercutiram neste domingo (10.jul) a morte do guarda municipal e militante do Partido dos Trabalhadores, Marcelo Arruda, baleado enquanto comemorava o aniversário de 50 anos, em um clube em Foz do Iguaçu, no Paraná. Ele era filiado ao PT e fez uma comemoração temática com bolo, bandeiras e cores do partido e foto do ex-presidente Lula.

Marcelo foi morto a tiros pelo policial penal federal Jorge José Guaranho. Segundo testemunhas, Guaranho, que não era convidado da festa, chegou gritando “aqui é Bolsonaro”, antes de efetuar dos disparos. Também armado, Arruda teria reagido e morreu no tiroteio.

Pelas redes sociais, o pré-candidato à Presidência Ciro Gomes, do PDT, lamentou o crime. Para ele, o “ódio político precisa ser contido”.

 

Em nota, a também pré-candidata à Presidência Simone Tebet (MDB) disse que “”esse tipo de situação escancara de forma cruel e dramática o quão inaceitável é o acirramento da polarização política que avança sobre o Brasil. Esse tipo de conflito nos ameaça enormemente como sociedade. É contra isso que luto e continuarei lutando. Tenho certeza que nós, brasileiros, temos todas as condições de encontrar um caminho de paz, harmonia, respeito, amor e dignidade humana suficientemente sólido para reconstruir o Brasil. Que o caso de Foz do Iguaçu faça soar o alerta definitivo. Não podemos admitir demonstrações de intolerância, ódio e violência política”, afirmou Tebet.

Pelas redes socias, o diretório nacional do MDB lamentou o episódio. Leia:

Luciano Bivar (União), pré-candidato à Presidência afirmou que é “inadimissível onde chegamos”. “Esta doença ‘política’ contaminou nossa gente, até aqueles que amamos lá na casa da esquina”, afirmou.

Também pelo Twitter, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) disse que o caso “é a materialização da intolerância política que permeia o Brasil atual e nos mostra, da pior forma possível, como é viver na barbárie”. E completou:

As lideranças da Minoria e da Oposição na Câmara dos Deputados publicaram uma nota conjunta sobre o assassinato do dirigente político Marcelo Arruda, em Foz do Iguaçu (PR). O texto diz que “não é possível que uma pessoa investida da responsabilidade institucional e constitucional de promover a paz entre os brasileiros seja o maior incitador à violência política no país e se manifeste neste sentido praticamente todos os dias”.

E concluem afirmando que “os órgãos responsáveis pela segurança pública precisam estar com a vigilância redobrada para evitar a repetição de incidentes como estes, que não podem ser considerados fatos isolados, pois são resultado direto da disseminação sistemática do ódio como prática política.”

Também em nota, o grupo “Prerrogativas”, formado por advogados, juristas, artistas e professores, escreveu que o amor vai vencer o ódio. “Resistiremos, para reconstruir e reconciliar o país”. O coletivo disse ainda que desde a posse do presidente Jair Bolsonaro (PL) o governo tem estimulado a compra de armas e a criação de inimigos políticos.

O grupo se solidarizou com a família do guarda municipal assassinado e pediu que “todos os democratas que se levantem contra a intolerância que avança sobre nosso país.”

SBT News