Entre os meses de julho e agosto, pesquisadores da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) realizarão um conjunto de testes para aferir a segurança do hardware e do software da nova urna eletrônica (UE 2020). Os equipamentos passarão por fiscalização semelhante àquela feita na urna eletrônica 2015 (UE 2015), versão que foi submetida às investidas dos participantes dos Testes Públicos de Segurança do Sistema Eletrônico de Votação (TPS).

A análise e a avaliação de segurança dos sistemas eleitorais e do hardware das urnas eletrônicas estão previstas em um convênio firmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com a universidade, que, desde outubro passado, colabora com a Justiça Eleitoral para aprimorar a integridade e a confiabilidade do voto eletrônico.

Parte do plano de testes já está traçado, como explica o Coordenador de Tecnologia Eleitoral do Tribunal, Rafael Azevedo. Segundo o servidor, por meio de ataques direcionados ao conjunto de programas (softwares) e equipamentos (hardware) que compõem o sistema eleitoral, os estudantes tentarão quebrar o sigilo ou alterar a destinação dos votos.

“Eles vão executar os testes que já foram feitos em todos os Testes Públicos de Segurança e mais alguns que julguem necessários para poder verificar a segurança do modelo 2020”, conta ele.

A realização da auditoria na UE 2020 foi uma iniciativa proposta pelo próprio TSE, que também atendeu a uma das sugestões feitas pela Comissão de Transparência das Eleições (CTE).

Urnas começaram a ser entregues em dezembro de 2021

As novas urnas eletrônicas começaram a ser entregues em dezembro de 2021 e, por esse motivo, não foram colocadas à prova no último TPS, cujo edital foi lançado em agosto daquele ano. No evento, são testados os equipamentos já montados, que estejam com o software totalmente desenvolvido e testado pela Justiça Eleitoral. Vale lembrar que todos os modelos de urnas contam com os mesmos programas, que passam por auditorias antes, durante e depois das eleições.

O modelo atual da urna passou por melhorias e é ainda mais seguro do que a versão de 2015, o que tornará a tentativa de adulteração ou quebra de sigilo dos votos ainda mais difícil. Isso porque nenhum dos inscritos das edições anteriores do Teste Público de Segurança teve êxito em violar o sigilo ou adulterar a destinação dos votos.

Cerca de um mês antes do primeiro turno das Eleições Gerais de 2022, marcado para o dia 2 de outubro, os sistemas eleitorais serão assinados (digital e fisicamente) e depois lacrados em cerimônia pública realizada no edifício-sede do TSE, em Brasília. Essa é a garantia de que os arquivos que rodarão dentro das urnas tiveram a autenticidade comprovada tanto pela Corte Eleitoral quanto pelas entidades legitimadas a fiscalizar o processo eleitoral.

 

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