Regina Duarte terá que devolver R$ 319,6 mil aos cofres públicos após o Governo Federal reprovar a prestação de contas de um projeto da atriz financiado pela Lei Rouanet. O secretário especial da Cultura Hélio Ferraz, integrante do governo do presidente Jair Bolsonaro (PL), negou um recurso protocolado pela empresa da ex-funcionária da Globo.

A reprovação do recurso ocorreu na segunda (18), mas foi publicada no Diário Oficial da União nesta quinta. Assim, a prestação de contas da peça Coração Bazar, realizado pela empresa A Vida é Sonho Produções Artísticas, na qual Regina Duarte é sócia, segue rejeitada pelo governo.

Segundo informações divulgadas pela revista Veja, a área técnica do então Ministério da Cultura havia reprovado as contas da peça em 2018. A empresa da atriz captou R$ 321 mil para o espetáculo e, por causa da decisão, foi obrigada a restituir R$ 319,6 mil ao Fundo Nacional da Cultura. No entanto, a dívida ainda não tinha sido cobrada por causa da apresentação do recurso, que foi negado nesta semana.

Na ocasião, André Duarte, filho de Regina e sócio da empresa, havia dito à Veja que a prestação de contas foi reprovada por causa de um “descuido”, a falta dos comprovantes de que o monólogo tinha sido exibido sem a cobrança de ingressos entre 2004 e 2005, como determinava o contrato assinado pela produtora.

Regina foi secretária especial da Cultura do governo de Bolsonaro, mas ficou apenas dois meses e meio no cargo. Sua passagem foi marcada por polêmicas, entre elas, uma entrevista ao vivo na CNN Brasil, quando a atriz desdenhou das mortes por Covid-19 e deu um ataque ao vivo ao se deparar com um vídeo no qual Maitê Proença cobrava atitudes da então responsável pela gestão da cultura no país.

Notícias da TV entrou em contato com a empresa A Vida é Sonho e com a assessoria da atriz Gabriela Duarte, que também é sócia da companhia, mas não obteve retorno até a publicação deste texto.

NOTÍCIAS DA TV / UOL