A tensão que se cria diante do crescimento da fila, é de que os R$ 26 bilhões investidos no Auxílio Brasil por meio da PEC das Bondades, não sejam suficientes para aumentar as parcelas de R$ 400 para R$ 600 e zerar a fila de espera, como havia sido proposto pelo Governo Federal.

Fila de espera do Auxílio Brasil pode não ser zerada

O aumento da procura pelo Auxílio Brasil é um fenômeno que não surpreende, visto a atual situação econômica do país. Com a inflação marcando dois dígitos, o índice de endividados crescente e a volta do Brasil para o mapa da fome, o reflexo do aumento da pobreza e extrema pobreza é a procura pelo suporte dos programas sociais do governo.

Em 2019, a média mensal de famílias que entravam na fila de espera do Auxílio Brasil era de 200 mil. Atualmente, são 350 mil famílias que todos os meses se juntam aos que já esperam pelo benefício.

Em agosto, o governo espera adicionar 2 milhões de novos beneficiários ao auxílio e acredita ser possível zerar a fila. No entanto, os dados da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) apontam que o número real de brasileiros na fila é de 2,8 milhões (dados mais atualizados), podendo passar.

As informações da CNM geram preocupação aos inscritos no CadÚnico que cumprem com os requisitos para o Auxílio Brasil, mas ainda não recebem a ajuda do governo.

Em meio às incertezas, o Ministério da Cidadania confirma a intenção de tentar zerar a fila até o fim do ano. Existe ainda a possibilidade de que o plano conte com novos gastos para o programa. Apesar disso, a tentativa ainda dependeria do espaço no orçamento para o segundo semestre.

Os esforços do Governo Federal para contornar a situação miram na reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL). O aumento do Auxílio Brasil faz parte da PEC das Bondades.

 

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