Desde a última 5ª feira (4.ago) a China realiza exercícios militares ao redor da ilha; na imagem, teste com foguete, anunciado pela Defesa chinesa

Taiwan iniciou nesta 3ª feira (9.ago.2022) exercícios militares para defesa da ilha depois de a China manter as atividades militares na região. A informação foi divulgada pela agência AFP.

Segundo o porta-voz do 8º Corpo do Exército, Lou Woei-jye, os exercícios militares começaram com disparos de sinalizadores e artilharia no condado de Pingtung. As atividades serão realizadas nesta 3ª feira (9.ago) e na 5ª feira (11.ago).

O objetivo é deslocar centenas de soldados e 40 obuses, nome dado para peças usadas para lançar projéteis com trajetórias curvas. Apesar das ações chinesas, Lou informou que os exercícios já estavam programados e não são uma resposta a Pequim.

Mais cedo, o chanceler de Taiwan, Joseph Wu, afirmou que a China está usando as atividades militares como parte de um plano de ação para a “invasão” da ilha. Wu não detalhou, no entanto, os planos relatados.

“Está realizando exercícios militares em larga escala e lançamentos de mísseis, bem como ataques cibernéticos, desinformação e coerção econômica, na tentativa de enfraquecer o moral público em Taiwan”, disse o chanceler. A informação foi divulgada pela Reuters.

Na 2ª feira (8.ago), o ministério da Defesa da China anunciou que seguirá com os exercícios militares ao redor da ilha. Os exercícios iniciaram na última 5ª feira (4.ago) e estavam programados para encerrarem no domingo (7.ago). Com a prolongação, o governo não informou uma nova data para o encerramento das atividades.

Em comunicado, a Defesa anunciou que continuará com os exercícios conjuntos no mar e no espaço aéreo ao redor de Taiwan, concentrando-se na organização de operações conjuntas anti-submarino e de assalto marítimo.

A demonstração de força foi iniciada depois da visita da presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, Nancy Pelosi, a Taipei. Em 3 de agosto, a congressista norte-americana foi ao Legislativo de Taiwan e se reuniu com a presidente da ilha, Tsai Ing-wen.

Autoridades da ilha afirmaram que os exercícios violam as regras da ONU (Organização das Nações Unidas), pois invadem o espaço territorial de Taiwan e são um desafio direto à livre navegação aérea e marítima.

A questão taiwanesa é um dos temas mais delicados na República Popular da China. Taiwan é governada de forma independente desde o fim de uma guerra civil em 1949.

A China, no entanto, considera a ilha como parte do seu território, na forma de uma província dissidente. Se Taiwan tentar sua independência, deve ser impedida à força, na interpretação chinesa.

Poder 360