President Joe Biden talks on the phone with German Chancellor Olaf Scholz, Thursday, May 5, 2022, in the Oval Office. (Official White House Photo by Adam Schultz)

A aprovação do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, oscilou para o nível mais alto em 2 meses, segundo pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta 3ª feira (9.ago.2022)Agora, 40% dos norte-americanos avaliam positivamente o mandato do democrata.

A alta indica boa recepção do público às recentes vitórias do governo no Congresso, como o pacote de US$ 430 bilhões (R$ 2,2 trilhões na cotação atual) para o combate à crise climática.

O projeto de lei foi desempatado no Senado pela vice Kamala Harris, que também acumula a função de presidente da Casa, decisiva para pender a balança em favor dos democratas e contornar a oposição republicana. Hoje, o Senado está dividido em 50 assentos para cada lado.

A variação foi puxada por um aumento da aprovação entre eleitores que se identificam com o partido do presidente. Nesse segmento, 78% dizem avaliar o trabalho de Biden de forma positiva. Na última pesquisa, realizada há 15 dias, o percentual era de 69%.

No total de eleitores, a desaprovação ao governo é de 55%. Era de 57% na pesquisa divulgada no final de julho. Desde agosto de 2021, o índice de aprovação de Biden está abaixo de 50%.

O levantamento foi realizado de forma virtual com 1.005 norte-americanos, sendo 445 democratas e 357 republicanos, de 8 a 9 de agosto de 2022. A margem de erro é de 4 pontos percentuais.

Com inflação de 9,1% em junho nos Estados Unidos, recorde para o período desde 1981, o Partido Democrata tenta reverter a tendência de derrota nas eleições de meio de mandato em novembro. No pleito, serão escolhidos todos os integrantes da Câmara dos Representantes (435) e cerca de ⅓ do Senado (35 de 100), ambos com atual maioria governista.

A pesquisa compreende a visita da presidente da Câmara, Nancy Pelosi, à ilha de Taiwan. A viagem não foi encorajada pela Casa Branca e deteriorou as relações entre os EUA e a China. Desde então, as atividades militares de Pequim nos arredores de Taiwan, considerada uma “província dissidente”, tem aumentado.

Também foi feita no período em que o FBI realizou um mandado de busca e apreensão na mansão do ex-presidente Donald Trump em Mar-a-Lago, na Flórida, na 2ª feira (8.ago). O republicano é investigado por ter supostamente levado caixas de documentos da Casa Branca depois de seu mandato ao imóvel.

Poder 360