O fungo Candida auris (Foto: Nicolas Armer/picture alliance/Getty Images )

O Hospital da Restauração Governador Paulo Guerra, no Derby, área central do Recife, e o Hospital Metropolitano Norte Miguel Arraes, no Paulista, somam, juntos, 36 casos do superfungo  Candida auris, de acordo com informações repassadas pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE). Esse “novo” tipo de fungo é comum em ambientes de saúde e podem ser transmitidos por contato direto entre pacientes ou ainda por superfícies contaminadas. A imunidade baixa é um fator que auxilia na sua propagação.

A primeira vez que o Candida auris foi confirmado no Brasil foi em dezembro de 2020, num paciente que estava internado em uma unidade de saúde em Salvador, na Bahia.

Em Pernambuco, os dois primeiros casos do superfungo foram oficializados em janeiro deste ano, através de uma mulher de 70 anos, e de um homem, de 67. Ambos estavam internados no Hospital da Restauração e não tiveram as suas identidades reveladas.

A idosa, aliás, foi a primeira pessoa que faleceu tendo contraído o superfungo em Pernambuco. À época, a SES confirmou a contaminação, mas negou ter sido essa a causa do óbito. “Ela estava colonizada pelo Candida auris, porém não apresentou infecção por ele – o exame de hemocultura não tinha a presença do fungo. Ela foi a óbito no último dia cinco de janeiro, por problemas provocados pelo seu diagnóstico de entrada na unidade hospitalar”, disse a SES.

Sintomas
Os sintomas mais comuns do superfungo Candida auris são: tontura, fadiga, vômito, aumento na frequência cardíaca e febre alta.

O que diz o Governo

Através de uma nota oficial, a Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) confirmou que o surto está sendo investigado também por equipes do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Além disso, assegurou ter apresentado e colocado em prática um plano de resposta ao cenário, por meio de um ofício para “coordenar as ações de resposta, contendo orientações sobre os aspectos relacionados à identificação, notificação, prevenção, interrupção, monitoramento e resposta à ocorrência de surto”.

“A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) informa que a investigação de surto de Candida auris no Estado está sendo acompanhada por equipes do Ministério da Saúde (MS), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) além do próprio órgão estadual. Todas as medidas preconizadas estão sendo adotadas para enfrentamento do fungo. A SES-PE já apresentou e pôs em operação o Plano de Resposta à Ocorrência de C. auris em Pernambuco, documento elaborado e validado pelas demais instâncias parceiras no controle desse fungo com o objetivo de coordenar as ações de resposta, contendo orientações sobre os aspectos relacionados à identificação, notificação, prevenção, interrupção, monitoramento e resposta à ocorrência de surto de C. auris nas unidades hospitalares. Ressalta-se que o Candida auris é um fungo de circulação em unidades hospitalares em diferentes regiões do mundo, cuja resistência aos antifúngicos e aos produtos de controle ambiental impuseram desafios aos mais bem preparados serviços de controle de infecção hospitalar em todos os continentes. Sua eliminação depende de uma sistemática rotina de detecção das colônias nas pessoas, ambientes e equipamentos seguida de ações contínuas e repetidas de eliminação da C. auris”, trouxe a nota.

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