A candidata do MDB à Presidência, Simone Tebet, afirmou nesta quinta-feira (18) que, se for eleita presidente, vai propor o fim da reeleição, que chamou de “maior problema no Brasil”. Ela também criticou o chamado “orçamento secreto” e afirmou que dará “transparência absoluta” às contas públicas em um eventual governo.

A emedebista deu as declarações durante sabatina promovida pela seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), em São Paulo.

Simone Tebet disse que já foi a favor da reeleição, mas que agora é contrária à possibilidade, porque o chefe do Executivo ao assumir a função já pensa no que precisa fazer para se manter no poder por oito anos.

Na avaliação da senadora, isso abre espaço para “negociatas” e “escândalos de corrupção”. Ela citou esquemas, como o mensalão, o petrolão, e desvios do chamado orçamento secreto.

“Fim da reeleição e, com ética, governar. Se eu eleita presidente, com uma caneta como esta, eu dou transparência no orçamento secreto, eu baixo um ato normativo exigindo que todos os ministros de Estado deem transparência absoluta nas contas públicas do orçamento. No primeiro dia, ele vai dizer quem é o parlamentar que mandou recurso, para onde mandou esse recurso, para ver se lá, na ponta, esse dinheiro chegou”, afirmou Tebet.

As emendas do “orçamento secreto”, também conhecidas como emendas de relator, são verbas do orçamento federal que os parlamentares podem usar para financiar obras e projetos públicos nos estados. Só que, ao contrário de outros tipos de emendas, são consideradas menos transparentes e com critérios de distribuição mais informais.

Tebet reconheceu que políticos do MDB, partido ao qual é filiada, participaram do esquema de desvios na Petrobras, revelados pela operação Lava Jato. Mas disse que não se envolveu nas irregularidades.

Ainda em relação ao enfrentamento do desvio de verbas públicas, a emedebista disse que assegurará a autonomia da Polícia Federal, para que a corporação possa investigar esquemas de corrupção.

Também durante a sabatina, Simone Tebet defendeu a realização de uma reforma tributária, que simplifique a cobrança de impostos no Brasil, já nos primeiros seis meses de governo. Para ela, as mudanças no sistema tributário possibilitarão um aumento na geração de empregos.

Ela também disse que a erradicação da miséria será “prioridade absoluta” do seu governo, caso seja eleita. Afirmou ainda que manterá o Auxílio Brasil no valor de R$ 600, mas com mecanismos para integrar o beneficiário ao mercado de trabalho.

Ela voltou a afirmar que, se for eleita, dividirá igualmente os ministérios entre homens e mulheres e que haverá ministros negros na sua gestão.

Em outro momento, defendeu a liberdade de imprensa “absoluta” e disse que a questão das fake news precisa ser enfrentada “com coragem”, em especial pelo Legislativo.

“A maior ameaça às democracias modernas no mundo é exatamente a que nós vemos hoje nas redes sociais, através de fake news”, afirmou.

G1