Recomendação é feita para grupos de risco, como idosos e imunossuprimidos. Restante da população tem “proteção robusta” contra covid grave após a 3ª dose

Nas atualizações nas recomendações sobre o uso de vacinas contra a covid-19, publicadas na 5ª feira (18.ago.2022), a OMS (Organização Mundial da Saúde) recomendou a 4ª dose de vacina contra a covid para grupos de risco.  Leia a íntegra (227 KB).

Em entrevista a jornalistas depois de publicar as recomendações, os especialistas da organização ressaltaram que, na avaliação da OMS, não há necessidade de a população em geral receber um segundo reforço.

O objetivo é prevenir doença grave e mortes. Não é uma recomendação para revacinar todos os adultos depois que eles já tomaram o reforço vacinal. Para grupos de prioridade moderada, atualmente não há recomendação de 4ª dose”, disse Alejandro Cravioto, que comanda o Sage (Grupo consultivo estratégico de peritos em imunização, na sigla em inglês).

O conselheiro sênior de saúde da OMS, Joachim Hombach, reforçou a diretriz.

O objetivo é prevenir o agravamento da covid. Nos grupos que atualmente não recomendamos a 4ª dose, a população adulta em geral, por exemplo, há  taxas muito baixas de agravamento da covid em indivíduos que já receberam uma dose de reforço”, diz Hombach.

Além disso, diz Hombach, “uma parcela significativa da população que tomou a 3ª dose já foi infectada com a covid, o que dá uma proteção híbrida robusta contra o agravamento da doença

Não é uma projeção para o futuro. Não estamos dizendo que, a partir de agora, esses grupos devem, ser vacinados a cada 4 ou 6 meses. Temos que ver como a pandemia evolui”, conclui o especialista.

As orientações seguem a linha do que comunicados da entidade já diziam em maio: priorizar grupos de risco e imunossuprimidos na aplicação da dose de reforço adicional da vacina contra a covid-19.

Para quem é indicado

No comunicado, a OMS lista os seguintes grupos para os quais indica a 4ª dose:

  • idosos (a organização deixa a cada país a definição dos grupos mais velhos);
  • pessoas imunossuprimidas de todas as idades;
  • adultos portadores de comorbidades que os coloquem em risco de desenvolver uma doença mais severa;
  • mulheres grávidas;
  • trabalhadores da área de saúde.

Segundo o comunicado, os países devem considerar o custo-benefício de aplicar a 4ª dose nos habitantes que não estejam dentro dessas categorias.

Países considerando métodos de reduzir o impacto socioeconômico por causa de infecções leves a moderadas precisam levar em conta o custo-benefício, os preços e os custos de oportunidade de outros programas de vacinação e a aceitação da sociedade de um segundo reforço antes de oferecer a dose a indivíduos que não estejam nesses grupos”, diz o comunicado.

As orientações foram feitas a partir de revisão de estudos pelo Sage (Grupo consultivo estratégico de peritos em imunização, na sigla em inglês).

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