A Receita Federal informou nesta sexta (26) que a arrecadação do governo federal com impostos, contribuições e demais receitas atingiu R$ 202,588 bilhões em julho deste ano.

O resultado representa alta real (descontada a inflação) de 7,47% na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando a arrecadação foi de R$ 188,5 bilhões (valor corrigido pela inflação).

O valor registrado neste ano também é o maior para o mês de julho desde o início da série histórica da Receita Federal, iniciada em 1995. Ou seja, o maior para o mês em 28 anos.

A série é atualizada pela inflação. Até então, o recorde havia sido registrado em julho do ano passado.

Segundo a Receita, o recorde na arrecadação de julho foi puxado, principalmente:

  • pelo Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e pela Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL), que totalizaram uma arrecadação de R$ 53,152 bilhões, com crescimento real de 17,48%. Ambos são impostos cobrados das empresas;
  • pelo Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (IRRF) cobrado de investimentos em renda fixa, que teve arrecadação de R$ 6,376 bilhões, com acréscimo real de 52,54%;
  • pela receita previdenciária, que teve arrecadação de R$ 44,444 bilhões, com acréscimo real de 3,65%. Esse resultado pode ser explicado pelo aumento real de 10,59% da massa salarial e pelo início do recolhimento das parcelas diferidas (postergadas) das empresas do Simples Nacional;
  • pelo Imposto de Renda Retido na Fonte (IRPF) descontado do contracheque dos trabalhadores e aposentados, que apresentou uma arrecadação de R$ 13,229 bilhões, alta real de 5,66%.

 

Acumulado do ano

 

No acumulado de janeiro a julho deste ano, ainda segundo os dados oficiais, a arrecadação federal somou R$ 1,292 trilhão, em valores nominais.

Em valores corrigidos pela inflação, totalizou R$ 1,309 trilhão, o que representa alta real (descontada a inflação) de 10,44% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Os números da Receita Federal também mostram que a arrecadação nos sete primeiros meses deste ano foi a maior para o período na série histórica corrigida pela inflação. Ou seja, mais um recorde. Até então, o recorde para o período pertencia ao ano de 2021.

Projeção

 

Para o acumulado de todo o ano de 2022, a Receita Federal estima que a arrecadação atinja cerca de R$ 2,2 trilhões, o que, se confirmado, será um crescimento real (descontada a inflação) de 4% a 5% em relação ao resultado de 2021.

Coordenador de Previsão e Análise da Receita Federal, Marcelo Gomide explica que o Fisco espera uma desaceleração do crescimento da arrecadação neste segundo semestre do ano, em virtude da base forte de comparação em relação ao mesmo período do ano passado.

Em 2021, a arrecadação federal somou R$ 1,87 trilhão, em valores nominais, valor recorde que representou, na época, alta real 17,36%.

Em valores corrigidos pela inflação até julho deste ano, a arrecadação do ano passado foi de R$ 2,065 trilhões, influenciada pela recuperação da economia pós-Covid e pela base fraca de comparação com 2020, ano do auge da pandemia.

G1