Unidade do Terminal de Cabiúnas - TECAB

O consumo de gás natural para geração de energia elétrica caiu 70% no 2º trimestre de 2022 ante o mesmo período de 2021, segundo dados da Abegás (Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado) divulgados nesta 2ª feira (29.ago.2022).

A queda é explicada pela melhora na condição dos reservatórios das hidrelétricas. Em 2021, o Brasil passava pela maior crise hídrica dos últimos 91 anos, o que levou ao aumento da demanda termelétrica por gás natural.

Com a redução, o consumo total de gás caiu 27,1% no período. Saiu de 32 milhões de metros cúbicos por dia no 2º trimestre de 2021 para 9,6 milhões entre abril e junho de 2022.

Segundo o diretor de Estratégia e Mercado da Abegás, Marcelo Mendonça, a crise hídrica de 2021 apresenta uma lição para o país reduzir a dependência de fontes vinculadas ao clima.

O gás natural é uma energia firme e resiliente, e muito mais limpa que outros combustíveis. Por isso, mesmo, é a melhor base para um crescimento sustentado das novas renováveis e uma ponte para viabilizar a inserção do biometano na matriz de transportes, especialmente entre os veículos pesados como caminhões e ônibus”, disse.

Desconsiderando-se a demanda termelétrica, o consumo aumentou 6,2% no período, para a média de 41,4 milhões de metros cúbicos por dia.

O setor de distribuição tem como principal indicador os segmentos que têm demanda firme. E o que vemos nesses segmentos é uma tendência de crescimento, com destaque para os consumos da indústria, com alta de 5,2%, e do gás natural veicular, o GNV, com avanço de 19,6%”, afirma o presidente executivo da Abegás, Augusto Salomon.

À exceção do consumo termelétrico e como matéria-prima, todos os outros segmentos da cadeia do gás natural apresentaram aumento no período.

 

Poder 360