Eggon da Silva, um dos fundadores da WEG em 1961. (Foto: Reprodução)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) — O catarinense Lucas Demathe, 27, conseguiu na Justiça o direito a uma herança de cerca de R$ 1 bilhão depois de ser reconhecido como filho do empresário Eggon João da Silva, cofundador da Weg, uma das maiores fabricantes de motores elétricos do país.

O processo que garantiu ao jovem o direito a parte da fortuna avaliada em R$ 7 bilhões demorou sete anos para ter um desfecho. Duas das cinco parcelas da fatia da herança foram pagas em julho e agosto deste ano.

Lucas Demathe e a Weg não retornaram às tentativas de contato do UOL. O caso corre em segredo de Justiça. A empresa teve faturamento de US$ 3,05 bilhões em 2020.

QUEM FOI EGON JOÃO DA SILVA

Eggon morreu aos 86 anos em 2015 por causas naturais na cidade de Jaraguá do Sul, onde começou a trabalhar em um cartório aos 13 anos. Em 1957, ele tornou-se sócio da João Wiest & Cia. Ltda., firma de produção de canos de escape para veículos.

Mais tarde, o então jovem empresário deixou a empresa para enfrentar o maior desafio de sua carreira para, em 1961, juntamente com Geraldo Werninghaus e Werner Ricardo Voigt, fundar a Weg.

Até 1989, Eggon exerceu o cargo de diretor-presidente da companhia. Foi presidente do conselho de administração de 1989 a 2004. Ele também integrou os conselhos de quatro empresas como Oxford, Tigre, Marisol. Na Perdigão, ele foi diretor presidente de 1994 a 1995.

A maior acionista individual da Weg é a catarinense Anne Marie, 36 anos. Neta de Werninghaus, ela tem patrimônio de R$ 5,1 bilhões.

 

Por WEUDSON RIBEIRO/FOLHAPRESS