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Desembarquei em São Paulo na segunda feira, 05/09. Saí da tórrida São Luís de 32° desci em uma São Paulo de 14º. Sou nordestino mas não gosto de calor, prefiro temperaturas amenas.

Vim para o lançamento do livro “Das muletas fiz asas”, que já havia lançado no dia 22 de junho, na livraria AMEI, na capital maranhense, minha querida Ilha do Amor. No primeiro lançamento, reuni amigos do Colégio Batista, colegas da faculdade, antigos professores, vizinhos de mais de cinquenta anos. Além de irmãos, cunhados, primos e amigos de jornada de vida, novos e outros longevos. Até um general do Exército, Gen. Moura Barreto, gentil e generosamente saiu da capital federal para prestigiar o evento. Reunir todas essas pessoas encheu meu coração de alegria e júbilo.

Também presente no lançamento em São Luís, o querido amigo Raimundo Araújo Gama, colega dos bancos escolares, do Colégio Batista Daniel de La Touche. Médico e empresário, residente em São Paulo, dono da N’versos que publicou o livro, Gama acreditou na minha história, deu asas ao livro que voa pelo mundo.

Com o editor, Raimundo Araújo Gama, proprietário da Editora N’Versos.

Agora chegara a vez de lançar o livro em terras paulistas, na capital econômica do país. Graças ao trabalho dos colaboradores da N’versos, pude lançar o livro na livraria Marins Fontes, na av. Paulista, coração do planeta São Paulo.

Com o Staff da N’Versos. Fonte: Arquivo pessoal.

São Paulo não é apenas uma mega cidade, é um planeta, tamanha diversidade. Como Caetano, na memorável Sampa, hino oficial da cidade, digo:

“Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruzo a Ipiranga e a avenida São João
É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi
Da dura poesia concreta de tuas esquina……
E fostes um difícil começo
Afasto o que não conheço
E quem vende outro sonho feliz de cidade
Aprende depressa a chamar-te de realidade
Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso”.

Foi em São Paulo, no hospital São Camilo, no bairro de Santana, que fiz parte do longo e doloroso tratamento. Tempos difíceis, de muita dor, sem perspectiva de que voltaria a andar. Luta diária, contra bactérias que comiam a carne, por causa da osteomielite.
Tudo se resolveu, a vida seguiu seu curso. Graças ao tratamento no hospital São Camilo, com a supervisão do médico maranhense, José Branco, infectologista.

Na noite de sexta-feira, 09/09, reuni algumas pessoas especiais que cruzaram a minha vida após o infortúnio do acidente de julho de 2003, que mudaria a minha vida de forma indelével. Reuni no evento, pessoas queridas, que saíram do conforto de suas casa para me prestigiarem.

(1) Paulo, morador de São Bernardo, que conheci através de um amigo em comum. Paulo é viajante, vive pelo mundo.

Luiz Thadeu com o Paulo Costa. Fonte da imagem: Arquivo pessoal.

(2) O casal de amigos, Rafael e Tatiana. Estávamos em Veneza, Heloísa e eu, em um final de tarde fria. No barco um casal de brasileiros, em viagem de lua de mel. Trocamos contatos com Rafael e Tatiana e, graças às redes sociais, ficamos acompanhando suas histórias. Mudei de aparelho celular, perdi o contato deles.

Com o casal, Rafael e Tatiana, e sua filha, Heloísa. Fonte da imagem: Arquivo pessoal.

Passado quatro anos, estou no subsolo de uma loja em Amsterdã, quando escuto alguém chamar pelo meu nome: -“Luiz Thadeu! Você por aqui?”, - era Tatiana, a moça do barco em Veneza. Quase não acreditando, ela chamou Rafael, o marido, passamos a rir, dentro da loja, pelo encontro inusitado. Uma vez mais estávamos conectados. Agora o casal com a pequena Heloísa, vieram de Mogi Mirim para o lançamento do livro.

(3) Uma jovem entrou em contato pelo Instagram, perguntando se poderia falar comigo, sobre fazermos uma live. Eram tempos sombrios da pandemia do coronavírus. Todos reclusos em casa, inventaram as lives para nos conectar.
Foi assim que conheci Maria Paula, comissária de bordo. Só fui vê seu belo sorriso pela primeira na noite do lançamento do livro.

Com a comissária, Maria Paula. Fonte da imagem: Arquivo pessoal.

(4) Uma maranhense residente na Holanda, Fernanda, me aparentou suas amigas, que tinham um canal de entrevistas no YouTube. Por duas vezes fui entrevistado por elas. Nunca as vi pessoalmente, até Camila adentrar o salão da livraria Martins Fontes. Camila é a única que mora em SP, as demais na Europa.

Com a Camila. Fonte: Arquivo pessoal.

(5) O casal de amigos Elson e Cleusa, são amigos mais do especiais. São daqueles que se não existissem, teriam que ser inventados.
Quando fiquei internado, por quatro meses, no hospital São Camilo, em uma noite de sábado, recebo a visita de Elson e Cleusa. Nunca os tinha visto. Paulistanos, são amigos de George e Wildete, amigos de longas datas de São Luís. George e Wildete pediram para o casal dar uma assistência ao amigo hospitalizado. Nunca mais nos desgarramos. Fui hóspede deles por incontáveis vezes.

Com o casal, Elson e Cleusa. Fonte: Arquivo pessoal.

(6) Em um voo de Madri para São Paulo, se acomodou nas poltronas ao lado da minha, um casal muito simpático, que logo puxei conversa. No viagem, de nove horas, pouco se dormiu, de tanto que conversamos. Rosa e Carlito, são pessoas que todos gostariam de ter como amigos. Até São Luís Rosa já visitou.

Com o casal, Rosa e Carlito. Fonte: Arquivo pessoal.

(7) Assim que soube da data do lançamento do livro, Renata, se programou para estar presente. Renata é jornalista, me entrevistou para uma matéria de seis páginas para a revista Planeta, em 2015. Mesmo morando em Taubaté, pegou a estrada e veio à capital.

Com a Jornalista, Renata Mesquita. Fonte: Arquivo pessoal.

(8) Luiz Cervenka, é amigo de Elson há décadas, depois ficou meu amigo. Bom contador de histórias, ao chegar ao evento encontrou com o casal Rosa e Carlito.
Surpresa para todos, se conhecem faz tempo, e não sabiam que eram meus amigos. Mesmo no planeta São Paulo tem essas coincidências.

Com o casal, Rosa e Carlito, ao lado do amigo, Luiz Cerveja. Fonte: Arquivo pessoal.

(9) Heloíza, médica, veio de São Luís para morar e trabalhar no planeta São Paulo. Prima querida, cidadã do mundo, temos em comum o gosto pelas viagens.

(10) Quando vim de São Luís para São Paulo, foi com o aval do Dr. José Branco, que viabilizou minha vinda. Graça ao seu empenho e dedicação, o tratamento teve êxito.

Com o médico José Branco. Fonte: Arquivo pessoal.

(11) Desembarquei em Guarulhos, vindo de um giro pela Europa. Pedi um carro pelo aplicativo, e como de costume, no trajeto até o destino final entabulei uma conversa com o motorista. Gentil, me perguntou como tinha sido a viagem, falei das andanças pelo mundo. Ele falou que gostava de viajar, dos lugares que tinha conhecido.
Foi assim que conheci Sandro, e nestes últimos quatro anos nos falamos quase todas as semanas.

Com o amigo Sandro. Fonte: Arquivo pessoal.

Para os que acham que o mundo é imenso, concordo que seja. Mas como tem pessoas boas no mundo, e graças a Papai do Céu, tenho o privilégio e a sorte de encontrá-las por onde ando.

Grato, feliz e honrado em lançar o livro “Das muletas fiz asas”, em São Paulo, sigo a andar pelo mundo, após dois anos e meio recluso em casa, em São Luís do Maranhão.
Deixo SP em uma tarde fria, 12°, feliz e grato por mais um sonho realizado. Logo mais embarco para uma nova aventura, percorrer oito novos países das Américas, ultrapassando 150 países visitados em todos os continentes.

Luiz Thadeu Nunes e Silva
Sobre o autor: Eng. Agrônomo, Palestrante, cronista e viajante. Autor do livro “Das muletas fiz asas”; o sul-americano mais viajado do mundo com mobilidade reduzida