IFI (Instituição Fiscal Independente) aumentou a projeção de crescimento para a economia em 2022. Saiu de alta de 2% para 2,6%. O motivo: a divulgação dos dados de atividade econômica do 2º trimestre.

A IFI é um órgão de monitoramento da política fiscal ligado ao Senado. Eis o relatório (247 KB).

Para 2023, a estimativa oficial da instituição foi mantida em crescimento de 0,6%. Em um cenário alternativo, de manutenção do benefício de R$ 600 do Auxílio Brasil, a projeção para o crescimento de 2023 subiria para 1% do PIB (Produto Interno Bruto).

Para a instituição, o aumento da renda disponível compensaria a postura mais contracionista da política monetária (ou seja, compensaria a taxa Selic em patamar elevado).

A projeção para a inflação em 2022 caiu de 7,2% para 6,4%. Para 2023, a extensão da desoneração de impostos federais sobre combustíveis pode retirar 0,5 p.p. da projeção do IPCA do ano que vem. Considerando esse cenário alternativo, a inflação de 2023 passaria de 4,9% (cenário base) para 4,7%.

Contas públicas

Nos últimos 12 meses encerrados em agosto, o governo central apresentou superavit primário de R$ 68,4 bilhões, equivalente a 0,7% do PIB. A revisão para cima da projeção das receitas primárias aumentou a expectativa da IFI para o superavit primário do ano, que agora é de R$ 71,2 bilhões.

Para 2023, caso as medidas de estímulo fiscal adotadas em 2022 sejam mantidas e o teto de gastos não seja restrição ao aumento do Auxílio Brasil, o deficit pode chegar a R$ 91,6 bilhões (0,9% do PIB).

 

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